adolescente de 16 anos que diz ter sido estuprada por um carcereiro, dentro da delegacia da cidade de Santa Luzia

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‘Pensei que ele ia me levar para ver meu irmão’, diz garota que acusa carcereiro de estupro em delegacia na Bahia

Adolescente de 16 anos foi à unidade policial para levar lençol para o irmão dela, que havia sido preso também por suspeita de estupro.
Adolescente acusa vigilante de estuprá-la no banheiro da delegacia de Santa Luzia
A adolescente de 16 anos que diz ter sido estuprada por um carcereiro, dentro da delegacia da cidade de Santa Luzia, na região sul da Bahia, contou que acompanhou o homem até o local onde supostamente foi abusada porque pensou que estava caminhando até a carceragem da unidade policial, onde o irmão dela está preso.
A informação foi passada pela adolescente durante uma entrevista que foi exibida nesta quarta-feira (8) pela TV Santa Cruz, filiada da TV Bahia no sul do estado. “Eu pensei que ele [o carcereiro] ia me levar para ver meu irmão. Na hora que eu entrei, ele me levou para o banheiro e começou com os abusos”, contou a garota, que teve a identidade preservada.
O estupro teria ocorrido na segunda-feira (6). Conforme a polícia, a adolescente foi até a delegacia para entregar um cobertor para o irmão dela, que foi preso também por suspeita de estupro na cidade. No entanto, durante a visita, a garota teria sido atacada pelo suspeito.
Em depoimento à polícia, a jovem contou que além de praticar o estupro, o homem ameaçou prejudicar o irmão dela, caso ela gritasse por socorro. A garota fez o exame de corpo de delito na delegacia de Itabuna, acompanhada por conselheiros tutelares, ainda na terça. O resultado deve sair em até 15 dias.
O suspeito, identificado como Eduardo Sales Silva, foi preso em flagrante na segunda-feira, e foi solto na terça-feira, após audiência de custódia. Segundo a polícia, o homem, que trabalhava na unidade policial há um ano, alegou ter sido seduzido pela adolescente. O carcereiro é casado e tem dois filhos, segundo a polícia.
O suspeito deve cumprir medidas cautelares estabelecidas pela Justiça. Entre as determinações, estão não poder exercer nenhuma função pública até que a investigação seja concluída, evitar manter qalquer tipo de contato com a vítima e comparecer mensalmente à Justiça, para informar e justificar atividades.
A polícia informou que o inquérito que investiga o crime deve ficar pronto em 30 dias, e será encaminhado ao Ministério Público da Bahia (MP-BA).
Adolescente alega que foi estuprada dentro da delegacia da cidade de Santa Luzia (Foto: Reprodução/TV Santa Cruz)