Padre que chamou Bolsonaro de ‘racista, machista e homofóbico’ foi acusado de abuso sexual contra um adolescente

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O Padre Lancelotti, da Pastoral de Rua de São Paulo, afirmou, durante discurso religioso, que o parlamentar era ‘racista machista, homofóbico’.
Lancelotti é acusado de abuso sexual. Polícia investiga
A polícia de São Paulo abriu inquérito, contra o padre Júlio Lancellotti. Ele foi acusado de ter cometido abuso sexual contra um adolescente dentro do abrigo que dirige: o Casa Vida.
A Casa Vida foi criada pelo padre Julio Lancelotti há 16 anos para abrigar e cuidar de crianças de rua
A Casa Vida foi criada pelo padre Julio Lancelotti há 16 anos para abrigar e cuidar de crianças com o vírus da Aids, muitas delas, vindas da antiga Febem. Ele também é coordenador da pastoral de moradores de rua.
Na madrugada desta quarta-feira, uma mulher que seria ex-funcionária da casa, de onde teria saído há um ano, disse à polícia que testemunhou cenas de abuso sexual do padre contra um adolescente. Ela pediu para ter a identidade preservada e não deu o nome da vítima.
“Isso se deu há seis, sete anos atrás. O adolescente era um ex-interno da Febem. Demais dados serão preservados em sigilo”, afirmou o delegado André Pimentel.
A Polícia Civil vai investigar a denúncia de suposto abuso sexual contra o padre Julio Lancelotti. Na semana passada, o padre já tinha denunciado ter sido vítima de extorsão por parte de quatro pessoas, entre elas um ex-interno da Febem.
O advogado do ex-interno acusou o padre de desviar dinheiro do Centro Social Nossa Senhora do Bom Parto, entidade que mantém a Casa Vida, para pagar a extorsão.
Em nota, a direção do centro disse que o padre é apenas um conselheiro e não tem acesso às contas bancárias da organização.
O padre Júlio Lancelloti decidiu que não vai se pronunciar até que tome conhecimento da acusação.
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