O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a admitir, na manhã desta sexta-feira (18), a possibilidade de disputar o Palácio do Planalto no próximo ano, mas ressaltou que, se for proibido de concorrer pela Justiça, será o “cabo eleitoral mais valioso desse país”.
Em entrevista à rádio Metrópole, o petista disse que os seus adversários têm receio de que ele seja postulante, e uma eventual segunda condenação na Lava Jato é uma tentativa de tirar sua candidatura. “Se eu voltar em 2018, volto mais forte e sabido”, afirmou Lula, ao ressaltar que tem “muita possibilidade de ganhar” e competência para “reconquistar a credibilidade” do país.
O ex-presidente voltou a criticar a força-tarefa da Lava Jato. Disse que tem se tornado “um partido político”, que alimenta todos os dias a TV Globo com informações. “As denuncias [da Lava Jato] fazem parte da grade da programação. É tão importante quanto a grade da novela”, condenou.
Lula novamente jurou inocência nos processos criminais. “A minha inocência eu já provei, espero que provem minha culpa”, pontuou. O petista criticou ainda o prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB), cotado para ser seu adversário na eleição. “O meu prazer, o que eu queira, é que ele governasse São Paulo. Vai ter que provar que tem competência para gerir. Uma coisa é gerir uma quitanda, outra coisa é gerir uma cidade como São Paulo”, afirmou.
O ex-presidente condenou mais uma vez a ação ajuizada pelo vereador Alexandre Aleluia (DEM), que barrou o Título de Cidadão Honoris Causa a ele na Universidade Federal do Recôncavo da Bahia. Disse que “tem pena” do democrata e afirmou que é “medíocre”. Para Lula, o edil deveria “beijar meu pé” por ter construído uma instituição de educação que tem ajudado a população pobre a estudar.
