Comércio varejista deve voltar ao azul ainda este ano, avalia economista

“O varejo vai virar o jogo a partir de julho, agosto”, prevê o economista Fábio Bentes.
Após dois anos seguidos de retrações significativas, o pior momento para o comércio varejista pode ter ficado para trás. A queda dos juros, a reação no crédito que ocorreu em junho, somadas ao recuo nos preços dos produtos, devem funcionar como uma alavanca nas vendas dos próximos meses. A queda no volume de vendas acumuladas até maio deve se estabilizar na virada do ano e a perspectiva é que os negócios voltem a crescer a partir do segundo semestre, concordam economistas. Ainda que as projeções de avanço real no volume de vendas para este ano sejam modestas – em torno de 1% para o varejo restrito e de 2% para o ampliado, que inclui materiais de construção e carros – é uma boa notícia após o tombo de quase 11% nas vendas em dois anos. “O varejo vai virar o jogo a partir de julho, agosto”, prevê o economista da Confederação Nacional do Comércio, Fabio Bentes. Ele leva em conta o volume de vendas acumulado no ano. Até maio, as vendas do comércio varejista restrito caíram 0,8% ante igual período de 2016. No ampliado, o recuo foi de 0,6%, nas mesmas bases. Entre os fatores apontados por Bentes, que contribuem para o cenário favorável, em primeiro lugar está a queda dos preços, especialmente dos bens duráveis, além do recuo dos juros, agora em um dígito (9,25% ao ano). *Estadão