O enigmático objeto 3I/ATLAS, terceiro corpo interestelar detectado cruzando o Sistema Solar, voltou a desafiar a comunidade científica. Agora, astrônomos relatam aquele que já é considerado o 12º fenômeno inexplicável associado ao visitante: seus jatos de gás e poeira permanecem perfeitamente retos e estáveis, mesmo enquanto o objeto gira a cada 16,16 horas — algo que, segundo especialistas, simplesmente não deveria acontecer.
As imagens recentes revelam jatos que se estendem por mais de um milhão de quilômetros, formando linhas precisas e rígidas, como se o objeto estivesse imóvel no espaço. Mas ele não está.
A anomalia do “aspersor”: quando a física deixa de fazer sentido
O astrofísico Avi Loeb descreve o fenômeno com uma analogia simples:
“Se você gira um aspersor de jardim, o jato não sai em linha reta — ele descreve um arco. Com o 3I/ATLAS deveria acontecer a mesma coisa. Mas os jatos permanecem fixos, como se o objeto não estivesse girando.”
Esse comportamento contradiz os modelos naturais. Cometas que giram ejectam material em padrões curvos, espiralados ou difusos. No caso do 3I/ATLAS, ocorre o contrário: os jatos parecem apontar para direções fixas no espaço, ignorando a rotação documentada.
Nem mesmo os defensores mais ortodoxos de explicações naturais conseguem apresentar, até agora, uma solução simples para o enigma.
Explicações tradicionais falham uma a uma
Algumas hipóteses foram levantadas — e rapidamente descartadas:
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Parada espontânea da rotação: improvável. A ejeção de gás tende a acelerar a rotação, não a reduzir.
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Gêiseres iluminados pelo Sol: só justificariam jatos apontando em direção ao Sol, mas as fotos mostram jatos também no sentido oposto.
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Fragmentação ou explosão: contradizada por imagens que mostram o objeto intacto.
Com mais um beco sem saída, a anomalia entra para uma lista crescente de comportamentos sem paralelo em objetos naturais já catalogados.
O “catálogo de estranhezas”: onze mistérios anteriores
A comunidade científica já vinha acumulando perplexidades sobre o 3I/ATLAS — e a lista é extensa:
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Órbita quase impossível, alinhada com o plano dos planetas, indo na direção oposta.
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Anti-cauda real, jato apontando diretamente para o Sol.
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Massa e velocidade extremas, muito maiores que outros visitantes interestelares.
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Trajetória “precisa demais”, passando perto de vários planetas, mas invisível da Terra no ponto crítico.
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Composição anômala, rica em níquel em proporções industriais.
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Quase sem água, ao contrário de cometas típicos.
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Reflexão de luz incomum, com polarização negativa extrema.
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Origem próxima da direção do Sinal Wow!, coincidência que acendeu especulações.
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Brilho e cor inesperados, ficando mais azul que o Sol ao se aproximar.
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Jatos poderosos em dupla direção, com energia difícil de justificar.
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Aceleração adicional sem desintegração, exigindo perda de massa que não é observada.
Agora, a lista recebe o 12º item: jatos que ignoram a rotação do próprio objeto.
Tecnologia avançada?
Diante de tantas inconsistências, Avi Loeb levanta a hipótese mais ousada:
“A única forma de jatos permanecerem fixos enquanto o objeto gira seria se fossem sistemas de propulsão tecnológicos.”
Ou seja: os jatos poderiam atuar como motores direcionais, mantendo orientação estável independentemente da rotação — algo comparável a naves que ajustam seu curso com propulsores laterais.
Não é a interpretação dominante, mas é a que melhor se ajusta às observações. E justamente por isso desperta interesse e controvérsia.
O que vem agora
Nas próximas semanas, novos dados deverão medir a composição e a velocidade dos jatos. Se forem compatíveis com gelo cometário, a explicação natural ganha força. Se forem incompatíveis — como tantos aspectos anteriores — o mistério se aprofundará.
Por enquanto, 3I/ATLAS segue sendo o objeto mais anômalo já registrado entrando no Sistema Solar, um visitante que desafia modelos, estatísticas e, agora, até sua própria rotação.
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