O PSDB divulgou neste sábado uma nota oficial manifestando preocupação com a prisão preventiva do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A sigla, que tem na Bahia o deputado federal Adolfo Viana (PSDB) como presidente estadual, afirmou que a notícia “não é motivo de comemoração” e representa mais um sinal de desgaste para a democracia brasileira.
No comunicado, a executiva nacional do partido destacou o cenário dos últimos anos: dos cinco presidentes que ocuparam o Palácio do Planalto desde a redemocratização, dois foram afastados pelo Congresso e outros dois acabaram presos. Para os tucanos, essa sucessão de rupturas institucionais acende “um alerta vermelho” sobre a saúde do sistema político.
“É como se, numa família de cinco irmãos, quatro tivessem problemas graves com a Justiça. Isso não é motivo de orgulho”, afirmou o partido, que reforçou a defesa por instituições equilibradas e pelo respeito aos ritos legais.
PSDB critica impacto internacional e mira 2026
A direção nacional avaliou ainda que a prisão preventiva de Bolsonaro, decretada pelo ministro Alexandre de Moraes, prejudica a imagem do Brasil no exterior. O PSDB também aproveitou o momento para lançar questionamentos sobre as eleições do próximo ano: que tipo de liderança o país deseja — a que “inflama ou pacifica, divide ou une, desafia ou respeita as instituições”.
A sigla disse não atuar como “oposição cega” e declarou que continuará defendendo serenidade e responsabilidade no debate político, independentemente de quem esteja no governo.
Tucanato baiano mantém linha de oposição
Na Bahia, o comando do PSDB está nas mãos de Adolfo Viana, aliado da oposição ao PT no estado e uma das vozes mais firmes do partido na Câmara dos Deputados. Viana, que completa o quarto ano consecutivo como líder tucano no Congresso, acompanha a orientação nacional da legenda e reforça a necessidade de estabilidade institucional em meio à crise política que cerca a prisão do ex-presidente.
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