Maduro eleva tom e diz que Venezuela vive “momento decisivo” em meio a tensão com os EUA

O ditador Nicolás Maduro voltou a tensionar o cenário político e militar na Venezuela ao afirmar, em discurso para uma multidão em Caracas, que o país vive uma “situação decisiva para a existência da República”. Segundo ele, diante do atual momento, “o fracasso não é uma opção”. A fala ocorreu na terça-feira (25), em meio ao agravamento da crise com os Estados Unidos.

Cercado por figuras centrais do regime, como o ministro do Interior, Diosdado Cabello, os irmãos Delcy e Jorge Rodríguez e o ministro da Defesa, Vladimir Padrino López, Maduro conclamou a população, as Forças Armadas e a polícia a “fazerem dez vezes mais” para defender o território. “Se a pátria chamar, a pátria terá nossas vidas, se necessário”, declarou.

O comício reuniu milhares de chavistas, mobilizados em apoio ao governo e em repúdio ao envio de tropas norte-americanas ao Caribe. A manifestação ocorre um dia após entrar em vigor a designação do chamado Cartel de los Soles como organização terrorista estrangeira pelos EUA, medida duramente criticada pelo regime venezuelano.

Embora não tenha abordado o tema em seu pronunciamento, Maduro e seus aliados classificam a acusação como uma “invenção” dos Estados Unidos e uma tentativa de justificar ações para promover mudança de regime. Washington, por sua vez, sustenta que o ditador e altos oficiais venezuelanos comandam a estrutura criminosa ligada ao narcotráfico, o que Maduro nega categoricamente.

Em meio à escalada verbal, o presidente dos EUA, Donald Trump, voltou a afirmar que estaria disposto a dialogar com Maduro. “Poderia conversar com ele e isso salvaria muitas vidas”, disse, acrescentando que pode agir “da forma certa ou da forma errada”, sem detalhar o que pretende.

Trump já havia mencionado publicamente, na semana anterior, a possibilidade de uma conversa “em um futuro não muito distante”, mas nenhum contato oficial entre os líderes foi confirmado até o momento. Enquanto isso, cresce a incerteza sobre os próximos passos de ambos os países em uma crise que combina tensão militar, disputa diplomática e narrativas de guerra política.

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