A divulgação da separação entre o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes e sua esposa, Guiomar Mendes, ganhou contornos políticos neste último sábado (29), após declarações de figuras alinhadas à direita levantarem suspeitas sobre o real motivo do rompimento.
O jornalista Paulo Figueiredo foi o primeiro a insinuar que o anúncio poderia não ser apenas uma decisão pessoal do casal, mas uma estratégia para blindar Guiomar de possíveis impactos da Lei Magnitsky, legislação americana usada para sancionar autoridades acusadas de violar direitos humanos ou cometer atos de corrupção. A hipótese surgiu após a sanção recente imposta ao ministro Alexandre de Moraes e à sua esposa, Viviane Barci.
“Não me interesso pela vida pessoal das pessoas e lamento se for verdade. Mas, se for migué para escapar da Magnitsky, aviso que não vai funcionar”, escreveu Figueiredo nas redes sociais, dando tom político a um assunto inicialmente tratado no campo privado.
A versão ganhou combustível quando o deputado federal Gustavo Gayer (PL-GO) retomou o tema em vídeo publicado no YouTube. O parlamentar afirmou que já ouvia rumores sobre o afastamento do casal e sugeriu que a separação poderia ser uma tentativa de proteger o patrimônio de Guiomar.
“Na tentativa de não ser sancionada, a Guiomar está fazendo algo que muitos casais já fizeram quando o marido se enfia em alguma enrascada: a separação para proteger o patrimônio”, disse Gayer. Segundo ele, se o casal oficializa o divórcio, bens registrados em nome de Guiomar não poderiam ser afetados por eventuais medidas contra o ex-marido.
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