O ex-presidente Jair Bolsonaro deixou a Superintendência da Polícia Federal em Brasília na manhã desta quarta-feira e foi conduzido ao Hospital DF Star, onde passará por uma cirurgia marcada para quinta-feira, dia de Natal. O deslocamento ocorreu por volta das 9h30 e levou cerca de cinco minutos, sob escolta direta da Polícia Federal.
A internação ocorre por autorização judicial e será acompanhada por um esquema de segurança rigoroso, que se estenderá desde a entrada no hospital até a alta médica. A decisão do ministro Alexandre de Moraes estabelece regras detalhadas para cada etapa do período hospitalar, mantendo Bolsonaro sob custódia durante todo o tratamento.
Vigilância permanente
A ordem judicial determina vigilância ininterrupta no hospital. Pelo menos dois policiais federais permanecerão de forma permanente na porta do quarto, com fiscalização 24 horas por dia. Além disso, equipes da PF ficarão de prontidão dentro e fora da unidade de saúde, com autonomia para ampliar o efetivo sempre que considerarem necessário.
O acesso ao quarto hospitalar será rigidamente controlado. Está proibida a entrada de celulares, computadores ou qualquer outro dispositivo eletrônico, com exceção apenas dos equipamentos médicos indispensáveis ao tratamento. A fiscalização do cumprimento da medida ficará exclusivamente a cargo da Polícia Federal.
Presença autorizada e visitas negadas
No plano pessoal, a decisão autoriza apenas a presença da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro como acompanhante durante todo o período de internação, respeitadas as normas do hospital. Qualquer outra visita dependerá de autorização judicial específica.
Pedidos da defesa para permitir a entrada frequente dos filhos Flávio e Carlos Bolsonaro foram negados, o que restringe ainda mais o contato do ex-presidente enquanto estiver hospitalizado.
Exames, cirurgia e acompanhamento médico
Esta quarta-feira será dedicada à realização de exames clínicos, laboratoriais e de imagem, além do preparo pré-operatório. A cirurgia está prevista para a manhã de quinta-feira, com duração estimada entre três e quatro horas, sob anestesia geral.
Além da correção da hérnia inguinal bilateral, a equipe médica avalia a possibilidade de realizar um bloqueio anestésico do nervo frênico, procedimento que pode auxiliar no controle das crises de soluços persistentes relatadas pelo ex-presidente nos últimos meses. A definição sobre essa intervenção dependerá da avaliação clínica após a cirurgia principal.
Na decisão, o ministro Alexandre de Moraes deixou claro que a autorização para a internação não altera o cumprimento da pena de 27 anos e três meses de prisão imposta a Bolsonaro por tentativa de golpe de Estado. Segundo o despacho, o ex-presidente mantém plenas condições de tratamento de saúde mesmo sob custódia, e a proximidade do hospital com a Superintendência da Polícia Federal garante a segurança e a execução da pena.
A expectativa da equipe médica é que Bolsonaro permaneça internado entre cinco e sete dias após a cirurgia, período necessário para controle da dor, fisioterapia, prevenção de eventos trombóticos e acompanhamento do pós-operatório. A alta dependerá exclusivamente da evolução clínica.
Antes da cirurgia, Bolsonaro passará por uma bateria de exames para confirmar o diagnóstico e reduzir riscos durante o procedimento, incluindo avaliações cardiológica e anestésica. A intervenção desta quinta-feira é considerada menos complexa do que a cirurgia realizada em abril, quando o ex-presidente foi submetido a um procedimento de grande porte para desobstrução intestinal e reconstrução da parede abdominal, que durou cerca de 12 horas.
A cirurgia de hérnia inguinal bilateral tem como objetivo reposicionar o conteúdo abdominal que se projeta pela região da virilha e reforçar a musculatura local, reduzindo riscos de dor, complicações e novas ocorrências, com monitoramento contínuo das funções vitais durante todo o procedimento.
Fonte: Clique aqui
Créditos do autor:
Créditos da imagem: Reprodução/Divulgação
