O governo federal manifestou publicamente pesar pela morte de Mãe Carmem do Gantois, ocorrida na madrugada desta sexta-feira (26). Em nota encaminhada à imprensa, o Ministério da Cultura destacou a relevância histórica, cultural e espiritual da ialorixá, que esteve à frente do Ilé Ìyá Omi Àṣẹ Ìyámase, conhecido como Terreiro do Gantois, por mais de 23 anos.
No comunicado, o governo ressaltou que Mãe Carmem de Oxaguian foi um símbolo de espiritualidade, cultura e ancestralidade, além de herdeira direta de uma das mais importantes linhagens do candomblé na Bahia e no Brasil. Filha mais nova de Maria Escolástica de Conceição Nazaré, a Mãe Menininha do Gantois, ela deu continuidade a uma tradição religiosa iniciada no século XIX, em um dos terreiros mais antigos do país, fundado em 1849.
A nota oficial enfatiza ainda o papel exercido por Mãe Carmem na preservação das tradições religiosas e culturais de matriz africana, além do incentivo permanente ao diálogo inter-religioso. Segundo o texto, sua atuação ultrapassou os limites do terreiro e contribuiu de forma decisiva para o fortalecimento do candomblé como expressão cultural, histórica e espiritual do povo brasileiro.
“O Ministério se solidariza com familiares e amigos na certeza de que sua sabedoria e ensinamentos permanecerão sendo propagados, assim como a sua força, o amor e a generosidade que sempre pregou e praticou”, diz o comunicado divulgado pelo governo federal.
Ao encerrar a nota, o Ministério prestou homenagem à ialorixá, reafirmando respeito máximo à sua história e ao legado deixado. A morte de Mãe Carmem representa uma perda significativa para a cultura afro-brasileira, mas sua trajetória segue como referência de resistência, fé e ancestralidade.
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