Trump anuncia captura de Maduro após ofensiva militar dos EUA na Venezuela

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste sábado (3) que o líder venezuelano Nicolás Maduro foi capturado junto com a esposa e expulso da Venezuela após uma ofensiva militar conduzida por Washington. O anúncio foi feito nas redes sociais do republicano, horas depois de ataques que atingiram pontos estratégicos do país vizinho.

Segundo Trump, a operação foi realizada em larga escala e contou com a atuação conjunta de forças americanas, culminando na retirada de Maduro do território venezuelano. Na declaração, o presidente dos EUA afirmou que a ação representa um golpe direto contra o comando político do país sul-americano.

Do lado venezuelano, o governo reagiu com dureza. Em comunicado oficial, Caracas confirmou ataques em áreas civis e militares da capital e também nos estados de Miranda, Aragua e La Guaira. A gestão classificou a ofensiva como uma tentativa explícita de “mudança de regime” e acusou os Estados Unidos de colocar em risco a estabilidade da América Latina.

Estado de comoção e reação interna

Diante do cenário de confronto, o governo venezuelano informou que foi decretado estado de Comoção Exterior em todo o território nacional. A medida, segundo o comunicado, teria como objetivo garantir o funcionamento das instituições, proteger a população e organizar uma resposta imediata à ofensiva estrangeira.

Autoridades de Caracas também acusaram Washington de agir motivado por interesses econômicos, citando o controle de reservas estratégicas, especialmente petróleo e minerais, como principal objetivo da ação militar.

Maduro na linha de fogo de Washington

Desde o retorno de Donald Trump à Casa Branca, em janeiro de 2025, Nicolás Maduro passou a ocupar posição central na estratégia americana para a região. O governo dos EUA não reconhece a legitimidade do líder venezuelano e o acusa de envolvimento direto com o narcotráfico internacional.

Em agosto, Trump elevou para US$ 50 milhões a recompensa por informações que levassem à prisão de Maduro. No mês seguinte, os Estados Unidos deram início a uma ampla operação naval no Caribe e no Pacífico, nas proximidades das costas da Venezuela e da Colômbia, sob a justificativa de combate a cartéis de drogas.

Desde então, dezenas de embarcações teriam sido destruídas em rotas consideradas estratégicas para o tráfico internacional. Na semana passada, Trump revelou ainda um ataque a uma grande instalação portuária venezuelana, apontada como ponto de escoamento de drogas, em uma ação comandada por serviços de inteligência americanos.

Cenário de incerteza

A declaração de Trump sobre a captura e expulsão de Maduro eleva a tensão diplomática e militar na região e abre um novo capítulo na já conturbada relação entre Washington e Caracas. Enquanto os Estados Unidos comemoram o que classificam como uma operação bem-sucedida, a Venezuela denuncia agressão externa e sinaliza resistência, ampliando o clima de instabilidade política e geopolítica no continente.

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