Brasil reconhece vice de Maduro como presidente interina após captura do ditador pelos EUA

O governo brasileiro passou a reconhecer a vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez, como a atual chefe do Executivo do país, após a captura de Nicolás Maduro neste último sábado (3) por forças dos Estados Unidos. A decisão foi confirmada neste sábado e sinaliza uma mudança formal no tratamento diplomático diante do colapso do comando chavista.

A confirmação partiu da ministra interina das Relações Exteriores, Maria Laura da Rocha, que afirmou que, na ausência de Maduro, cabe à vice assumir o comando do país. Segundo ela, Delcy Rodríguez passa a exercer a presidência de forma interina, seguindo a hierarquia institucional venezuelana.

A posição brasileira contrasta com a declaração do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que afirmou publicamente que Washington irá governar a Venezuela após a captura do ditador. De acordo com Trump, a administração americana assumirá o controle do país temporariamente, inclusive com a possibilidade de envio de tropas, se considerado necessário.

A operação militar americana ocorreu na madrugada de sábado e incluiu ataques em território venezuelano, deixando áreas de Caracas sem energia elétrica. Nicolás Maduro foi capturado em um de seus esconderijos e retirado do país junto com a esposa, Cilia Flores.

O casal foi levado a bordo do navio USS Iwo Jima e segue para Nova York, onde Maduro será processado pela Justiça dos Estados Unidos. O ex-líder venezuelano deve responder por acusações graves, incluindo conspiração para narcoterrorismo, importação de cocaína e posse de armas de alto poder destrutivo.

Apesar da ofensiva americana, ainda não está claro como Trump pretende exercer controle efetivo sobre a Venezuela. As forças dos Estados Unidos não dominam o território do país, e estruturas ligadas ao antigo regime ainda demonstram capacidade de operação interna, o que amplia a incerteza política e institucional.

O reconhecimento de Delcy Rodríguez pelo Brasil expõe a tentativa do governo Lula de preservar uma aparência de legalidade institucional na Venezuela, mesmo diante de uma intervenção estrangeira sem precedentes e de um cenário de instabilidade que pode redefinir o equilíbrio político da América Latina.

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