Lei em SC permite que pais proíbam filhos de ter aulas sobre identidade de gênero

Lei em SC permite que pais proíbam filhos de ter aulas sobre identidade de gênero

Brasil

A multa pode chegar a até R$ 10 mil para as instituições que descumprirem a determinação

Foto: Divulgação/Educa SCEscola estadual em Santa Catarina

O governo de Santa Catarina (SC) sancionou uma lei que permite pais e responsáveis de proibirem a participação dos filhos em atividades pedagógicas e aulas com temas sobre identidade de gênero, orientação sexual, diversidade sexual e igualdade de gênero. Jorginho Mello (PL), governador do estado, foi quem assinou a lei com o texto publicado no Diário Oficial do Estado (DOE) da última segunda-feira (6).

A determinação é válida para instituições de ensino públicas e privadas e estabelece penalidades no caso do não cumprimento da lei pelas instituições. A multa vai variar entre R$ 1 mil a R$ 10 milcassação da autorização de funcionamento ou suspensão temporária da instituição por até 90 dias.

  • Atividades pedagógicas de gênero são aquelas que abordam temas relacionados com identidade de gênero, orientação sexual, diversidade sexual, igualdade de gênero;
  • Pais ou responsáveis deverão manifestar a concordância ou não das atividades por documento escrito e assinado;
  • Pais e responsáveis têm o direito de vedar a participação dos filhos em atividades pedagógicas de gênero;
  • As instituições de ensino devem informar aos pais sobre as atividades com o tema na escola;
  • Instituições de ensino são responsáveis por garantir o cumprimento da vontade dos pais.

STF vota contra lei que impede cotas em SC

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), votou em julgamento virtual nesta sexta-feira (10) pela inconstitucionalidade de uma lei, também de Santa Catarina, que impede a adoção de cotas raciais e para outros grupos minorizados em universidades públicas no estado. Os ministros Flávio Dino e Alexandre de Moraes seguiram o voto do relator.

texto destaca o risco de retrocesso social e a urgência da medida cautelar diante de processos seletivos e matrículas acadêmicas já em andamento. A norma é questionada no STF pela Ordem dos Advogados do Brasil, (OAB), PSOL, PT, PCdoB, União Nacional dos Estudantes (Une), Coalizão Negra por Direitos e Educafro – associação que luta pela inclusão de negros, em especial, e pobres em geral, em universidades públicas ou particulares, com bolsa de estudo, entre outras entidades.

Fonte: Clique aqui