O Efeito do Descrédito: Luiz Philippe de Orleans e Bragança Comenta

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O Efeito do Descrédito: Procede dos bons costumes que um agente público deve se afastar do cargo voluntariamente quando é noticiado escândalo o envolvendo.

Estima-se que o agente público vá assumir responsabilidade pelo conflito moral que causou e faça uma avaliação individual do desgaste em permanecer no cargo.

No entanto a falta de isenção dos meios de comunicação distorce e, em alguns casos, elimina essa decisão do rol de opções.

Se a sociedade sabe que não há isenção na mídia como à sociedade vai saber se não é tudo armação? Como a sociedade vai determinar se não estão exagerando algo que seja corriqueiro ou inexorável da função do cargo?

O ponto de equilíbrio dos fatos só uma mídia isenta é capaz de atingir. Num contexto mais amplo, pode-se até aceitar que exista mídia ideológica e partidária contanto que haja um canal alternativo, e de abrangência semelhante, que faça o contraponto.

O Brasil não tem grandes veículos de mídia que são isentos e não há alternativas igualmente grandes que façam o contraponto. Por isso não há o balanço nas informações propagadas pelos maiores meios de comunicação.

No Brasil a grande mídia é ideológica que por vezes abre pequenas brechas para o contraponto só para se proclamar isenta.

Essa falta de isenção gera descrédito junto a sociedade e aos agentes públicos. O resultado disso é que hoje, com muita frequência, é considerado manifesto político de oposição quando a grande mídia pública pedidos para agentes públicos se afastem de seus cargos.

Frequentemente o apelo da mídia pela probidade e pela ética da boa gestão pública é descartado como sendo falso. Isso não choca ninguém considerando que apelos dessa natureza foram desgastados: resultado dos abusos em sua utilização como instrumento de enfrentamento político.

Só se combate mídia ideológica e sensacionalista com mídia imparcial e factual. A melhor parte da sociedade aguarda essa segunda versão e certamente aplaudirá quando ela surgir.

Hoje é difícil imaginar um agente público compelido a se afastar do cargo voluntariamente, constrangido pelos conflitos morais que causou, só por que viu seu nome envolvido num escândalo nos jornais.

Até que se estabeleça credibilidade na mídia impera o descrédito.

Fonte: Facebook do Luiz Philippe de Orleans e Bragança

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