Bilionários ampliam fortunas em US$ 2,2 trilhões e superam PIB do Brasil

As maiores fortunas do planeta encerraram 2025 em forte expansão. O patrimônio conjunto dos 500 bilionários mais ricos do mundo cresceu US$ 2,2 trilhões ao longo do ano, um salto concentrado principalmente entre líderes do setor de tecnologia. O movimento ganhou tração nos primeiros meses do novo governo de Donald Trump nos Estados Unidos, mas perdeu força após abril, com o impacto das medidas protecionistas que sacudiram os mercados globais.

Mesmo com a desaceleração no segundo semestre, o resultado final foi expressivo. Apenas os dez indivíduos mais ricos do mundo acumularam um ganho adicional de US$ 586,8 bilhões em 2025, alta de 29% em relação ao ano anterior. Ao fim do período, esse seleto grupo concentrava US$ 2,5 trilhões em patrimônio, valor superior ao Produto Interno Bruto do Brasil, estimado em US$ 2,19 trilhões em 2024.

O dado escancara o avanço da concentração de renda em escala global, com um punhado de empresários reunindo riqueza equivalente à produção anual de uma das maiores economias do planeta.

Tecnologia domina o topo

O ranking dos maiores ganhadores confirma a hegemonia das empresas de tecnologia. Entre os dez bilionários que mais ampliaram suas fortunas em 2025, oito estão diretamente ligados a gigantes do setor. Fora desse eixo aparecem apenas Bernard Arnault, controlador do grupo de luxo LVMH, e o investidor Warren Buffett, à frente da Berkshire Hathaway.

A predominância tecnológica reflete o desempenho das ações de companhias associadas à digitalização, à inovação e, sobretudo, à consolidação da Inteligência Artificial como principal motor de valorização dos mercados financeiros no último ano.

Musk dispara na liderança

No topo da lista está Elon Musk. Dono de empresas como Tesla, SpaceX e da rede social X, o bilionário encerrou 2025 US$ 194 bilhões mais rico. A valorização de seus negócios e o entusiasmo do mercado com empresas de tecnologia de ponta impulsionaram o salto patrimonial.

Logo atrás aparecem os fundadores do Google. Larry Page adicionou US$ 101 bilhões à própria fortuna, enquanto Sergey Brin acumulou US$ 92,3 bilhões em ganhos. A holding Alphabet surfou a onda de crescimento de soluções digitais e aplicações baseadas em Inteligência Artificial, que passaram a ocupar o centro das estratégias corporativas globais.

IA como motor da riqueza

Outros nomes que se beneficiaram diretamente da corrida tecnológica foram Larry Ellison, fundador da Oracle, que viu sua fortuna crescer US$ 56,2 bilhões, e Jensen Huang, presidente da Nvidia, com alta de US$ 41,5 bilhões.

Nos dois casos, os ganhos estão ligados ao avanço da Inteligência Artificial. A Oracle ampliou investimentos em infraestrutura voltada a grandes projetos tecnológicos, enquanto a Nvidia consolidou sua posição dominante no mercado de semicondutores essenciais para o treinamento de sistemas de IA.

O balanço de 2025 evidencia um cenário de forte concentração de riqueza global. A soma das fortunas de poucos empresários, majoritariamente ligados à tecnologia, já supera economias nacionais inteiras, aprofundando o debate sobre desigualdade, poder econômico e influência política no mundo contemporâneo.

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