A política de Sento Sé, no norte da Bahia, atravessa um período de forte turbulência. A prefeita Giselda Carvalho (PT) sofreu uma derrota simbólica e política na Câmara Municipal, que rejeitou a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) por uma diferença mínima — 7 votos a 6. O resultado expõe o desgaste da gestora e o enfraquecimento de sua base parlamentar.
A votação, considerada estratégica para o planejamento financeiro e administrativo de 2026, revelou fissuras internas no grupo governista. Nos bastidores, cresce o comentário de que Giselda estaria sob forte influência dos ex-prefeitos Ana Passos e Juvenilson Passos, o que teria aumentado as tensões entre aliados e provocado descontentamento entre vereadores antes fiéis ao governo.
A rejeição da LDO é interpretada como um recado político claro da Câmara e um sinal de alerta para o Executivo municipal. A medida pode atrasar a execução de obras e comprometer o planejamento orçamentário do próximo ano, em um momento em que o município enfrenta cobranças por mais transparência e diálogo.
O episódio reacende o debate sobre a condução política da prefeita e coloca em xeque sua capacidade de articulação diante de um Legislativo cada vez mais dividido. Aliados admitem reservadamente que, sem recompor a base e restabelecer a confiança com o parlamento, Giselda corre o risco de enfrentar novas derrotas políticas e um isolamento crescente até o fim de seu mandato.
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