O deputado federal Guilherme Derrite (PP-SP) voltou a elevar a temperatura no debate sobre o PL Antifacção, rebatizado de Marco Legal do Combate ao Crime Organizado, ao afirmar que o governo federal apresentou um projeto “frágil” e incapaz de enfrentar o avanço das facções criminosas no país. A nova versão, entregue nesta terça-feira (18), foi celebrada pelo parlamentar como um divisor de águas na política de segurança pública.
Segundo Derrite, a proposta inicial não passava de um “band-aid para uma fratura exposta”. Para ele, o relatório atualizado finalmente acompanha a realidade das ruas e o nível de violência praticado por organizações criminosas.
“Agora temos uma solução à altura. Fico feliz com o resultado desse relatório, que simboliza a maior vitória da minha carreira no combate ao crime”, declarou.
Penas endurecidas e foco na impunidade
O deputado destaca que o texto reforçado amplia punições, fecha brechas e torna mais rígidas as regras de progressão de regime para membros de facções.
“Bandidos que são de facções voltarão a cumprir pena. A polícia prendia e a Justiça soltava, mas agora isso vai mudar”, afirmou, garantindo que a nova legislação se tornará “a maior ferramenta de combate ao crime organizado da história do Congresso Nacional”.
Reformulação constante do projeto
A versão apresentada nesta semana é a quinta alteração do texto. Derrite, porém, minimiza qualquer crítica às reescritas sucessivas e diz que continuará aprimorando o projeto pelo tempo que for necessário.
“Se precisar apresentar 50 versões diferentes, eu vou apresentar 50. Não há mal nenhum em mudar de opinião, contanto que seja para melhor”, afirmou, citando Winston Churchill.
O deputado reforça que o combate às facções exige precisão e coragem política, e vê no novo relatório um movimento de independência do Legislativo em relação ao governo.
Segundo ele, o Congresso assume agora o protagonismo e envia um recado claro de que pretende enfrentar o crime organizado com medidas duras e sem concessões.
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