Lira acusa Senado de “politicagem” na tramitação da isenção do Imposto de Renda

O presidente da Câmara dos Deputados e relator do projeto de lei que amplia a isenção do Imposto de Renda, Arthur Lira (PP-AL), reagiu com críticas ao comportamento do Senado durante a tramitação da proposta que isenta quem ganha até R$ 5 mil mensais. Após a aprovação simbólica da matéria na Casa Alta, Lira afirmou que o texto foi “alvo de politicagem” e que, ao final, os senadores reconheceram a consistência técnica e o equilíbrio fiscal do projeto.

Em nota divulgada logo após a votação, o deputado destacou que o relatório aprovado na Câmara foi resultado de um “trabalho sério e responsável”, desenvolvido em conjunto com o Ministério da Fazenda. Segundo Lira, as críticas que surgiram no Senado foram baseadas em estimativas “equivocadas” sobre o impacto fiscal da medida.

“Durante a tramitação no Senado, o projeto foi alvo de politicagem, com críticas infundadas e estimativas erradas, que variaram de um suposto impacto fiscal de R$ 16 bilhões para R$ 1 bilhão. Ao final, o Senado reconheceu que o projeto é neutro fiscalmente”, afirmou Lira.

O parlamentar também ressaltou que a aprovação da proposta — uma das principais promessas do presidente Lula da Silva (PT) — enterra as narrativas políticas construídas em torno do texto. “O relatório é tecnicamente consistente, fiscalmente neutro e socialmente responsável”, reiterou.

Em publicação nas redes sociais, Lira voltou a atacar o que chamou de “bravatas, oportunismo e politicagem” de alguns senadores. “Mesmo após as bravatas e tentativas de tumultuar a tramitação, o Senado demonstrou maturidade e se somou ao esforço feito com muito diálogo e dados técnicos na Câmara”, escreveu.

A declaração do presidente da Câmara ocorre após uma semana de tensões públicas entre Lira e Renan Calheiros (MDB-AL), relator da proposta no Senado e seu adversário político em Alagoas. Renan havia acusado a Câmara de incluir “pegadinhas” no texto original e prometeu “corrigir distorções” sem alterar o mérito, para evitar que a proposta retornasse à análise dos deputados.

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