NASA e China investigam o mistério do 3I/ATLAS, que desafia leis conhecidas da física

O cosmos voltou a surpreender os astrônomos. O objeto interestelar 3I/ATLAS, detectado há alguns meses cruzando o Sistema Solar, acaba de desafiar mais uma vez a lógica científica. Novas imagens captadas após sua passagem pelo periélio — ponto de maior aproximação com o Sol — revelaram um detalhe perturbador: o corpo não apresenta cauda cometária, algo considerado impossível para um cometa exposto à radiação solar.

Avi Loeb, astrofísico e professor de Harvard – Foto: Reprodução/Rede social 

Segundo o astrofísico Avi Loeb, de Harvard, esse comportamento “contradiz tudo o que sabemos sobre cometas”. O especialista, que lidera o Projeto Galileo, aponta que a aceleração anômala do 3I/ATLAS deveria ter causado uma liberação intensa de gases — fenômeno que, no entanto, não foi detectado.

Enigma que desafia a ciência

As novas imagens, divulgadas em 5 de novembro de 2025, mostram apenas uma fonte de luz compacta, sem cauda visível. A análise comparativa com observações feitas pelo Telescópio Espacial Hubble em julho confirma que não houve qualquer mudança significativa na morfologia do objeto.

Para Loeb, há duas hipóteses possíveis: o 3I/ATLAS pode ser formado por um material ainda desconhecido pela ciência, incapaz de reagir ao calor solar — ou pode se tratar de um objeto dotado de algum tipo de propulsão artificial. Em sua pesquisa, ele identificou dez anomalias envolvendo brilho, trajetória e velocidade que não se encaixam em padrões naturais.

NASA e China entram em cena

O caso chamou atenção também de autoridades espaciais. A deputada norte-americana Anna Paulina Luna, ligada ao Escritório de Segredos Federais, afirmou em publicação recente que a NASA confirmou a anomalia e deve divulgar novas imagens “assim que o governo reabrir”.

Enquanto isso, a Agência Espacial Chinesa divulgou fotos capturadas pela sonda Tianwen-1, posicionada próximo a Marte. As imagens mostram um objeto luminoso e compacto, sem cauda, movendo-se a uma velocidade recorde para um corpo natural. Especialistas classificaram o feito como uma das observações mais próximas já feitas de um objeto interestelar.

Um visitante diferente de tudo 

Desde a descoberta de ‘Oumuamua, em 2017, o primeiro corpo interestelar já identificado, a comunidade científica enfrenta uma série de enigmas. O 3I/ATLAS segue a mesma trilha: rápido demais para ser um cometa, brilhante demais para um asteroide e dotado de características que não se encaixam em nenhum modelo conhecido.

“Não há provas diretas de que seja artificial, mas os dados nos forçam a reconsiderar o que achamos que sabemos”, reconheceu Loeb.

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