
Inicialmente, é preciso dizer que essa é uma história muito envolvente e você precisa estar de coração aberto para recebê-la. Na verdade, não é bem isso que você está pensando ou pode até ser, não dessa forma. Isso mesmo! Se o leitor (a) espera ler um romance, lamento decepcioná-lo (a), mas foi uma forma de chamar à atenção. O nome dessa técnica no jornalismo é “chamada” ou “título” que, para os especialistas, é o primeiro contato do leitor com o seu conteúdo. É um convite; como todo convite, precisa ser, atraente, objetivo e curioso.
Essa técnica também foi utilizada por um site baiano ao divulgar a notícia mais comentada nos últimos dias no meio jurídico intitulada de “Inadimplentes: 91 advogados têm OAB suspensa na Bahia por dívida na anuidade.” E, sem nenhum pudor, o site divulgou a relação dos inadimplentes. A decisão foi do Tribunal de Ética da OAB/BA que aplicou suspensão dos referidos advogados. Nos parece lamentável a divulgação em massa dos advogados suspensos, por tratar-se de forma vexatória de cobrança, pois o próprio Estatuto da Ordem prevê sigilo nos processos ético-disciplinares.
O fato é que, após a divulgação no site, houve uma enxurrada de debates e comentários nos grupos jurídicos de whatsapp e redes sociais criticando a atitude da OAB Bahia em divulgar tais informações, já que em nenhum momento negou o fato. Não demorou muito para que o ex-presidente da “casa”, Saul Quadros, se manifestasse nas redes sociais reprovando a conduta da atual gestão. Em nota, declarou todo o seu “AMOR” ao presidente do Tribunal de Ética, Waldir Santos, adjetivando-o de “inteligente, arguto, aluno brilhante e dotado de tantas virtudes”, para justificar seu descontentamento, vez que o dito presidente do TED levou os colegas inadimplentes à “execração pública.”
Tinha tudo para ser uma simples nota, mas não ficou por aí. Apesar de muitos comentários ressaltarem que os processos advinham da gestão passada e que a nota não passava de uma estratégia política do ex-presidente, o “amado” respondeu-lhe à altura, sentindo-se “TRAÍDO”, pediu respeito e ainda assumiu que o ‘copia e cola’ é utilizado até no meio institucional, vez que “os termos e formas utilizados são os mesmo que foram usados” por Saul Quadros. Até aí tudo bem, mas querer comparar Diário Oficial com Bocão News como meio de publicizar o ato, com todo respeito, é foçar demais a nossa humilde inteligência – e a dele também, já que reconheceu que nunca foi aluno brilhante.
Enquanto isso, nós advogados ficamos com a cabeça mexendo de um lado para o outro para ver quem “bate” ou “apanha” mais. Como se não bastasse, logo mais chegou Gamil Foppel – provável candidato à presidência em 2018 – que utilizou de linguagem mais simples que a habitual e em nota no jornal afirmou que a prática adotada pela OAB/BA é inadmissível e que “ao revés, a gestão da OAB/BA prefere não só retirar a possibilidade de estes exercerem a sua profissão, como também os expor à situação vexatória, haja vista que apontou os nomes daqueles que possuem débitos perante a instituição, restando clara a configuração de um dano moral indenizável.”
Quando finalmente tudo parecia se acalmar, eis que surge a vice-presidente Ana Patrícia Leão – provável candidata à vice-presidência em 2018 – em nota no jornal de grande circulação da cidade (nessa hora que se entende o significado de influência), passou a defender a prática vexatória adotada pela atual gestão, não poupou críticas à oposição (se é que ela existe) e ainda fez seu ‘merchan’ pessoal. Trocou 6 por meia dúzia e insistiu em chamar Bocão News em Diário Oficial, ou seja, urubu de meu louro. Por sinal, a mesma não tem perdido uma oportunidade de aparecer, ao contrário do seu antecessor Fabrício de Castro – provável candidato à presidência em 2018 – que passou 3 anos dentro do armário.
Pelo visto, em 2018 a briga pelo “PODER” será acirrada. Mas, desde já quero esclarecer que eu não sou oposição, sou advogada!

