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| Jair Bolsonaro |
O deputado Jair Bolsonaro, de acordo com recentes pesquisas do Datafolha, é o segundo colocado nas pesquisas presidenciais; muito questionado sobre seu modelo econômico, o presidenciável se complica nas respostas para evitar a caracterização de campanha antecipada.
Em recente entrevista ao Jornal Estado de São Paulo, o ex-capitão das Forças Armadas afirma que Antônio Delfim Netto, ex-ministro da Fazenda, seria uma boa opção como conselheiro em eventuais decisões econômicas, o que demonstra que o deputado reconhece a necessidade de estabilização e desenvolvimento das escalas empresarias, criando condições para fomentação do crescimento econômico do país.
Segundo o economista Bruno Tercete, o Brasil não possui diretrizes lógicas para viabilizar um modelo econômico de sucesso como referenciados em outros países, uma vez que os modelos estariam facilmente susceptíveis a descaracterização devido aos altos índices de corrupção. O especialista acrescenta: “Os modelos econômicos são baseados geralmente em variáveis constantes; a corrução desenfreada distorce e corrompe os modelos dificultando sua aplicabilidade”.
O especialista considera economistas renomados, tais como, Armínio Fraga e Joaquim Levy como boas opções em 2019 para a reestruturação do país, mas a forte ligação com o PSDB do primeiro e o recente desligamento do governo de Dilma do segundo possivelmente inviabilizariam um convite aos dois. Pelo perfil direitista de Jair Bolsonaro, é provável que ele recorra ao modelo econômico de Enéias Carneiro, assim como resgatou algumas ideias do falecido parlamentar, como o Grafeno e o Nióbio. Tal perfil assemelha-se à “economia social de mercado” implantada na Alemanha e Áustria no pós-Guerra. O especialista explica que “este modelo econômico consiste em manter simultaneamente altos índices de crescimento econômico, baixa inflação, baixo desemprego e boas condições de trabalho, sendo um modelo misto com uma a aplicação controlada da intervenção estatal”. Combater diretamente a corrução seria um dos desafios do futuro presidente, apenas assim os modelos econômicos assumiriam uma forma mais concisa e sólida.
Bruno explica que a atual crise que o Brasil enfrenta é consequência do modelo econômico ultrapassado e populista de Lula e Dilma, nos quais ocorreram gastos desordenados e excessivos; o especialista diz: “ Lula acreditava que o governo deveria investir massivamente na economia, através de programas sociais; gastos descontrolados na era Lula e Dilma acarretaram no atual rombo fiscal e mergulhou o país na crise que nos encontramos”. Já Bolsonaro acena para uma metodologia mais dinâmica e pertinente ao contexto atual brasileiro, com um modelo econômico plausível e intrínseco à supressão da corrupção no país.
Jair Bolsonaro é famoso por seu posicionamento contra corrupção e por ser implacável contra o crime, diversas vezes rechaçado pelos grupos de Direitos Humanos; neste contexto entende-se que sua eventual gestão delegará mais poder às forças policiais e, inclusive, à Policia Federal, ditando um “caça as bruxas” contra a corrupção. Este perfil implacável determinará uma considerável redução nos altos índices de corrução no país, o que permitiria um melhor prospecção dos modelos econômicos.
Para o economista, o provável modelo econômico adotado por Bolsonaro (economia social de mercado), poderá melhorar a estrutura econômica de nosso país se corretamente aplicado, assim como foram feitos em outros países. Entende-se que um futuro presidente terá muitos desafios, não apenas na economia, mas sim contra um oceano de restrições que se aproximarão.
Por: Thyago Turetti

