O PSOL voltou a enfrentar dificuldades para ampliar seu espaço político no campo da esquerda ao fracassar, mais uma vez, na tentativa de formar uma federação partidária com o PCdoB. A iniciativa repetiu um movimento já ensaiado antes das eleições de 2022, quando a cúpula psolista tentou, sem sucesso, convencer os comunistas a fechar uma aliança formal.
Naquele momento, diante da negativa do PCdoB, o PSOL acabou optando por uma federação com a Rede Sustentabilidade, legenda que, desde então, vem passando por um processo de esvaziamento político e perda de protagonismo nacional.
Nova tentativa, mesmo desfecho
Neste novo ciclo eleitoral, o PSOL voltou a sondar o PCdoB em busca de uma federação, mas encontrou novamente resistência. A resposta negativa reafirma a estratégia dos comunistas, que desde 2022 estão formalmente federados ao PT e ao PV, consolidando uma aliança estável no campo governista.
A federação com o partido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e com os verdes tornou-se um pilar da atuação do PCdoB no Congresso e nos estados, reduzindo o espaço para negociações paralelas com outras siglas da esquerda.
Divisões internas e baixas históricas
Dentro do PCdoB, o tema da federação com o PSOL já foi motivo de debate interno. Lideranças que defendiam essa aproximação acabaram deixando o partido ou aceitaram a derrota política. É o caso de Manuela D’Ávila, que rompeu com a legenda e se filiou ao PSOL, e do deputado Orlando Silva, que permaneceu no PCdoB após o encerramento das discussões.
O novo fracasso expõe as dificuldades do PSOL em construir alianças mais robustas e evidencia a reorganização da esquerda brasileira em torno de federações já consolidadas, deixando a legenda, mais uma vez, isolada em suas tentativas de ampliar influência institucional.
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