Os últimos dias para a virada do ano, esta sendo marcada por uma nova demonstração pública de alinhamento entre Rússia e Coreia do Norte. O líder norte-coreano, Kim Jong-un, enviou uma mensagem ao presidente russo, Vladimir Putin, celebrando o Ano Novo e exaltando a parceria estratégica entre os dois regimes.
No texto, Kim desejou saúde e êxito a Putin, destacando o papel do líder russo na defesa dos interesses nacionais de Moscou. A mensagem reforça o tom de proximidade política e ideológica entre os dois países, que vêm estreitando relações em meio ao isolamento internacional provocado pela guerra na Ucrânia.
A manifestação de Kim Jong-un ocorre dias após Putin ter encaminhado sua própria mensagem de Ano Novo ao líder norte-coreano. No conteúdo, o presidente russo destacou a atuação de militares da Coreia do Norte no conflito contra a Ucrânia, especialmente na região de Kursk, no oeste da Rússia.
Putin classificou a participação das tropas norte-coreanas como “heroica” e afirmou que o envolvimento militar demonstraria, na prática, uma “amizade invencível” entre Moscou e Pyongyang.
Aliança sob pressão internacional
A troca de mensagens ocorre em um contexto de forte pressão diplomática sobre ambos os países. A Rússia enfrenta sanções e isolamento desde a invasão da Ucrânia, enquanto a Coreia do Norte segue sob restrições internacionais devido a seu programa nuclear e de mísseis.
Nos bastidores da diplomacia, a aproximação entre Putin e Kim Jong-un é interpretada como parte de uma estratégia de sobrevivência política e militar, com cooperação que vai além do discurso simbólico e avança para o campo bélico.
Sinalização para 2026
Ao encerrar o ano com gestos públicos de lealdade mútua, Rússia e Coreia do Norte enviam um recado claro ao Ocidente: a parceria entre os dois regimes segue firme e tende a se aprofundar em 2026, especialmente no cenário da guerra e da disputa por influência global.
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