O Senado dos Estados Unidos avançou, na madrugada desta segunda-feira (10), com a aprovação de um projeto de lei emergencial que estende o financiamento do governo até 30 de janeiro de 2026, abrindo caminho para o encerramento da mais longa paralisação administrativa da história americana, que já dura 40 dias.
Com 60 votos a favor e 40 contra, o texto atingiu o mínimo necessário para superar o bloqueio legislativo que vinha impedindo o avanço da proposta. O acordo foi resultado de intensas negociações entre parlamentares de ambos os partidos e representantes da Casa Branca, após semanas de impasse entre democratas e republicanos.
O pacote prevê a reversão das demissões de servidores federais determinadas por Donald Trump durante o período de shutdown, garantindo ainda pagamento retroativo aos funcionários afetados. O texto também mantém o financiamento de programas de assistência alimentar até 2026 e estabelece medidas para evitar novas dispensas até o fim do atual ano fiscal.
As tratativas que levaram ao acordo foram conduzidas por senadores experientes, entre eles Jeanne Shaheen, Angus King e Maggie Hassan, todos ex-governadores, além do líder republicano John Thune. A votação contou com a dissidência de oito senadores democratas, que romperam com a liderança de seu partido para aprovar a medida.
Entre os dissidentes estão Catherine Cortez Masto, John Fetterman, Tim Kaine, Jacky Rosen, Maggie Hassan, Jeanne Shaheen, Dick Durbin e o independente Angus King. Já do lado republicano, Rand Paul foi o único a votar contra o projeto.
Durante a votação, houve atrasos e conversas de bastidores entre republicanos da alta cúpula, como Thune e o presidente da Comissão de Finanças, Mike Crapo, que negociaram os últimos detalhes para assegurar o apoio necessário.
Apesar do avanço no Senado, o projeto ainda precisa ser analisado pela Câmara dos Representantes antes de seguir para sanção presidencial. A expectativa é de que a votação ocorra ainda nesta semana, dependendo das condições logísticas e da retomada dos voos suspensos pela crise.
A sessão desta segunda-feira também deve incluir discussões sobre a Affordable Care Act (Lei de Acesso à Saúde), prevista para nova votação em dezembro.
Com o avanço do acordo, líderes de ambos os partidos esperam encerrar uma crise política e econômica sem precedentes, que deixou centenas de milhares de servidores sem salário e paralisou serviços públicos essenciais em todo o país.
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