O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) aprovou, por unanimidade, nesta terça-feira (4), a criação do partido do Movimento Brasil Livre (MBL), que passa a se chamar “Missão”. A nova legenda torna-se a 30ª registrada oficialmente no Brasil, ampliando o já fragmentado quadro partidário nacional.
O relator do processo, ministro André Mendonça, destacou o cumprimento de todos os requisitos legais para o registro, incluindo a comprovação do número mínimo de assinaturas de apoiadores. O voto de Mendonça foi acompanhado pelas ministras Cármen Lúcia, Isabel Galotti e Estela Aranha, e pelos ministros Kassio Nunes Marques, Antonio Carlos Ferreira e Floriano Peixoto Neto.
Com o registro aprovado, o partido Missão passa a ter direito a fundo partidário, tempo de TV e estrutura eleitoral própria, podendo disputar as eleições municipais de 2026 já com candidatos em todo o país.
O MBL, criado em 2014, ganhou projeção nacional nas manifestações pelo impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT) e desde então manteve atuação política e digital de forte apelo liberal e antipetista. Agora, o movimento busca consolidar uma nova etapa institucional, com foco em formação de lideranças e disputa direta por cargos eletivos.
A legenda “Missão” promete se apresentar como uma alternativa ao que seus fundadores chamam de “velhas práticas da política”, tentando unir discurso ético, protagonismo jovem e defesa da economia de mercado.
Com a decisão do TSE, o grupo liderado por Kim Kataguiri (União Brasil-SP) e Arthur do Val (ex-deputado estadual de SP) ganha sinal verde para ampliar sua influência no Congresso e nas prefeituras, mirando um novo ciclo de protagonismo político dentro da direita brasileira.
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