União Progressista dribla impasse e avança para liderar cenário político no Brasil

A formação da União Progressista, federação que unirá União Brasil e Progressistas (PP), passou por um contratempo peculiar na última semana, mas nada capaz de frear o avanço da sigla que deve se tornar a maior força política do país a partir de 2026. O cartório de Brasília rejeitou a ata enviada pelo PP porque o partido registrou os parlamentares pelos apelidos de urna, e não pelos nomes oficiais. Apesar do episódio curioso, o equívoco foi rapidamente corrigido e já se encontra em fase final de regularização.

Mesmo com a necessidade de refazer por completo a documentação e recolher novamente todas as assinaturas, um processo que envolveu, inclusive, o envio do material para Santa Catarina, onde estava o secretário-geral Aldo Rosa, a ata corrigida foi protocolada na quarta-feira (19). Agora, o cartório tem até 15 dias úteis para aprovar o registro, o que deve empurrar a conclusão para a segunda semana de dezembro.

Com isso, o passo seguinte será oficializar a federação no Tribunal Superior Eleitoral, consolidando uma potência partidária que terá 109 deputados e 15 senadores, formando uma bancada inédita em tamanho e influência no Congresso Nacional.

Ciro Nogueira, o articulador-chave

À frente do PP, Ciro Nogueira consolida sua posição como um dos principais estrategistas da oposição. Reconhecido até por adversários pela eficiência como presidente do Progressistas, ele tem conduzido com firmeza a construção política da União Progressista, apesar das inevitáveis tensões internas.

As declarações recentes de Ciro, ao afirmar que apenas Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP) e Ratinho Junior (PSD-PR) seriam nomes viáveis da oposição para 2026, movimentaram o xadrez político. A fala irritou o governador Ronaldo Caiado (União-GO), que tenta construir sua própria candidatura e acusou o senador de agir por “interesse pessoal”. Nos bastidores, porém, cresce a percepção de que Ciro trabalha para organizar um bloco competitivo e coeso, com Tarcísio emergindo como o nome mais forte para disputar a Presidência.

Líder nato e hábil construtor de alianças, Ciro Nogueira deve ter papel central na articulação da oposição em 2026 — inclusive como potencial vice em uma chapa capitaneada pelo governador paulista.

União Progressista: tensão natural, força incontestável

Apesar das divergências regionais e das disputas por protagonismo, a federação nasce com musculatura inédita. A tendência, afirmam interlocutores, é que União Progressista se torne o maior polo de oposição ao governo Lula, moldando debates no Congresso e influenciando diretamente o cenário presidencial.

Com tamanho peso político, a federação deve reconfigurar o equilíbrio de forças no país e ampliar o espaço de Tarcísio de Freitas na arena nacional. O atraso provocado pelos apelidos de parlamentares, embora pitoresco, não afetou o curso estratégico da federação, que segue firme rumo à formalização e, sobretudo, à disputa de 2026.

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