Caso ocorreu na Unidade de Pronto Atendimento de Sorocaba. O guarda civil municipal envolvido no caso foi afastado por trinta dias
| GCM deu choque em pacienteReprodução/Facebook |
Uma mulher foi agredida com uma arma de choque em uma UPA ( Unidade de Pronto Atendimento) quando foi agredida por um agente da GCM (Guarda Civil Municipal), no sábado (3), em Sorocaba, interior de São Paulo.
A paciente Célia Ramos transmitia um vídeo ao vivo nas redes sociais para mostrar o descaso do atendimento público de saúde da unidade, quando o guarda do hospital atirou contra a vítima.
Nas imagens publicadas em sua página no Facebook, é possível ver que Célia aguardava atendimento na UPA do bairro de Laranjeiras. Durante os seis primeiros minutos de vídeo, la mostra a ausência dos profissionais. Um médico de plantão, então, exige que o segurança do local tome uma atitude.
O guarda pede que a vítima pare de gravar. O vídeo apresenta uma pausa, segundos depois Célia já aparece no chão pedindo socorro. É possível ver o momento em que o GCM guarda a arma de choque supostamente utilizada na violência.
De acordo com a Corregedoria Geral do Município, na segunda-feira (5), eles iniciaram os trabalhos de apuração do caso. O corregedor geral, Carlos Alberto de Lima Rocco Júnior, ouviu o guarda civil municipal, autor do disparo da arma de choque e o coordenador daquela unidade de saúde. Outras quatro testemunhas também deverão ser ouvidas nesta semana. De acordo com o corregedor, o prazo para conclusão das investigações é de 60 dias.
Em entrevista, ele afirmou “a corregedoria instaurou dois procedimentos, sendo um para apurar a conduta do guarda municipal e outro para apurar a conduta dos demais profissionais envolvidos no fato, no caso os médicos que estavam de plantão”.
O prefeito de Sorocaba, José Crespo, convocou uma reunião com seus secretários para a tomada de medidas. Foi decidido que o funcionário envolvido no caso, conforme previsto em lei, será afastado da Guarda Civil Municipal pelo prazo de 30 dias até a apuração do caso. Durante esse período, o GCM deverá atuar em serviços administrativos.
Em nota, a OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) de Sorocaba afirmou que repudia veementemente a violência cometida pelo Guarda Civil Municipal e que é intolerável que uma pessoa seja tolhida do seu direito de reivindicar melhores condições de serviço perante os órgãos públicos, e que, inclusive, seja brutalmente agredida por força policial, de forma desproporcional e injustificada.
*Estagiária do R7, com supervisão de Ingrid Alfaya
Fonte: R7
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