Mesmo com a variedade de produtos e alimentos comercializados no Carnaval, os foliões devem ter cuidado no consumo, a fim de evitar problemas de saúde. Um simples salgado pode levar a um mal-estar passageiro, mas, em casos de intoxicação alimentar por acondicionamento inadequado, por exemplo, chega a ocasionar desidratação e diarreia.
Para minimizar situações como essa, a Vigilância Sanitária de Salvador, da Secretaria Municipal de Saúde, realiza ações preventivas antes do período do carnaval e fiscalizações nos dias de folia. Até a manhã de hoje (10), foram feitas 758 inspeções, com 132 locais notificados, sendo que a maioria mantinha alimentos fora dos padrões sanitários exigidos por lei.
Além de observar os alimentos, os foliões precisam atentar para as condições higiênicas do local e seus funcionários, como alerta o subcoordenador da Vigilância Sanitária, André Luís Pereira. “Ao chegar em locais como lanchonetes, é preciso verificar se os atendentes estão usando equipamentos de proteção como toucas e luvas, perceber se a forma de manuseio está adequada e se os utensílios estão limpos”, ressalta.
O trabalho dos técnicos da Vigilância reflete diretamente na redução dos casos clínicos no Carnaval, principal tipo de atendimento nos módulos assistenciais à saúde nos circuitos. Quando comparado com o terceiro dia de festa do ano passado, houve queda de 13,3% nas ocorrências em 2018. Dores abdominais, vômitos e náuseas estão entre as causas de maior recorrência nesses casos.
Antes da folia momesca, houve capacitação com representantes de bares e restaurante sobre normas higiênico-sanitárias, quando também foi requisitado a apresentação dos cardápios para que fossem trabalhadas as medidas de combate a casos de diarreia, por exemplo. Dez pontos dos circuitos da folia contam com pórticos da vigilância sanitária. Diariamente os fiscais sanitários fazem a fiscalização do comércio formal e informal de alimentos e bebidas, estruturas de trios, carros de apoio e camarotes.

