Carolina Adorno diz que foi empurrada por policial civil ao tentar ter acesso a medida judicial de um cliente
A advogada criminalista Carolina Adorno denunciou ter sido agredida fisicamente dentro do prédio central da Polícia Civil por um agente da corporação. Em entrevista ao bahia.ba, a advogada Carolina Assunção, que também estava no momento da agressão e prensenciou o momento, contou que a situação aconteceu na manhã da última quarta-feira (7) e teria sido motivada porque os policiais não queriam deixa-las terem acesso a repartição e nem a medida judicial de um cliente.
“Nós estávamos no prédio da Polícia Civil, que fica na Piedade, tentando ter acesso a um inquérito policial de nosso cliente, mas eles não deram esse acesos e não deixaram a gente adentrar na repartição público. Nessa confusão, um polícial civil agrediu fisicamente uma das colegas, a segurando pelo braço e a empurrado contra uma porta de vidro de um dos setores do departamento”, disse Carolina Assunção.
Segundo ela, a Comissão de Prerrogativas e a subprocuradoria da OAB foram acionadas, assim como, a Corregedoria-geral da Secretaria de Segurança Pública (SSP). “Já fizemos a denúncia. A colega também já fez corpo de delito para constentar as agressões, e posteriormente, vamos acionar o Ministério Público da Bahia, pois houve abuso de autoridade”, contou.
Proucrada pelo bahia.ba, a Polícia Civil informou as advogadas teriam “tentado invadir” o Edifício-Sede da Polícia Civil e “insultaram servidores geraldo tumulto no local”. Ainda de acordo com a nota da polícia, as mulheres nçao queriam aguardar a finalização da oitiva, que estava em curso e que vai instaurar um procedimento por desacato.
” O Departamento de Crimes Contra o Patrimônio (DCCP) entrou com uma representação na Ordem dos Advogados do Brasil, na Bahia (OAB/BA), solicitando a instauração de processo disciplinar e a aplicação das sanções correspondentes às infrações cometidas por duas advogadas, quando ambas tentaram invadir o Edifício-Sede da Polícia Civil, insultaram servidores e gerando tumulto, naquele local, na quarta-feira (07). Conforme apurado, as envolvidas no fato não quiseram aguardar a delegada finalizar uma oitiva, que estava em curso, para serem atendidas e promoveram a crise. Em paralelo a representação na OAB, nesta Polícia Judiciária foi instaurado um procedimento por desacato, que vai apurar a conduta das advogadas”, diz a nota.
A Polícia Civil da Bahia ressaltou ainda o reconhecimento sobre as prerrogativas da OAB e lamentou o ocorrido.
Nas redes sociais, Carolina Adorno publicou momentos da confusão e houve uma agressão no exrcício da profissão: “Isso não é normal. A advocacia EXIGE respeito!”.
Até o momento, a OAB-Bahia não se pronunciou sobre o caso.
Fonte: bahia.ba

