Site terá produtos de marcas como Levi’s, Reserva, Animale, Capodarte, Le Lis Blanc e Havaianas.
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| 8/08/ 2018. REUTERS/Pascal Rossignol (Pascal Rossignol/Reuters) |
São Paulo – A Amazon lança hoje suas lojas de moda e esportes no Brasil. Conforme EXAME adiantou, a companhia passa a vender roupas, calçados, bolsas e acessórios além de artigos esportivos. No total são 350 mil produtos.
As lojas virtuais operam no sistema de marketplace, pelo qual outros vendedores oferecem produtos na plataforma da varejista. A maior parte desses parceiros serão as próprias marcas de moda. Algumas delas inclusive terão páginas personalizadas no site da Amazon. É o caso de Levi’s, Reserva, Animale, Capodarte, Le Lis Blanc e Havaianas.
Também haverá uma seleção de designers, com nomes como Reinaldo Lourenço e Jack Vartanian, além de seleções para produtos artesanais, sustentáveis e modelos plus-size.
A companhia não revela quantas marcas fazem parte do marketplace, mas afirma que são centenas de parceiros, sendo que 25 deles não estão presentes em nenhum outro marketplace na internet. A varejista cobrará uma taxa de 20% sobre as vendas do segmento moda, e 15% no caso de artigos esportivos.
Para marcar o lançamento, haverá descontos de 70% nas duas primeiras semanas de operação do novo marketplace. “Mas nossa ideia não é ser um outlet, nem vender restos de coleção”, ressalta Otávio Alves, gerente-geral da Amazon Moda para o Brasil.
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| Marketplace de moda da Amazon (Amazon/Reprodução) |
Quem define o preço dos produtos no marketplace da Amazon são as próprias marcas, explica Alves. Também são elas que operam a logística de entrega das compras. A Amazon entra com a tecnologia por trás do marketplace (que tem sido alvo de investimentos bilionários da companhia), com o serviço de atendimento ao cliente e com a vitrine, além de facilidades de compra como o parcelamento em até dez vezes sem juros. Saiba mais: Como escolher uma empresa de logística? Entenda com a Prestex Patrocinado
Para permanecer entre os parceiros da varejista, porém, as marcas precisarão se ater às regras de qualidade da companhia, que definem prazos estritos para entrega, por exemplo.
Para o consumidor, poder comprar itens diferentes em um só lugar e comparar preços entre diversas marcas com apenas alguns cliques devem ser os grandes diferenciais, na visão do executivo.
Com a nova investida, a Amazon passa a concorrer com nomes consolidados no mercado brasileiro, como Netshoes e Dafiti. Vale lembrar que a Netshoes já tinha problemas suficientes antes mesmo de ter de enfrentar a maior varejista online do mundo. No último trimestre, a companhia divulgou prejuízo de 38,1 milhões de reais e suas ações afundaram 21% na Bolsa de Nova York.
Há cinco anos e meio no Brasil, a Amazon operou apenas com a venda de livros durante seus quatro primeiros anos por aqui. Em 2017, começou a diversificar seu portfólio, primeiro com a venda de eletrônicos, depois com o segmento de casa e cozinha. Nos dois casos, a varejista atua somente no modelo marketplace.
Com o avanço sobre o setor de moda, começam diminuir os itens que a Amazon (ainda) não oferece no Brasil. Nos Estados Unidos, a companhia já vende comida, cosméticos, móveis e até carros. A empresa não revela qual será sua próxima fronteira por aqui. Mas, a julgar pelos últimos movimentos, ela não deve demorar a chegar.
Fonte: Revista Exame
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