Após baianos receberem vacinas proibidas, Anvisa minimiza riscos

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Agência proibiu, no início do mês, a utilização de doses da Coronavac que chegaram em um lote específico

Foto: Fotos Públicas
Mais de 4 mil baianos receberam doses da vacina Sinovac/Coronavac proibidas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A proibição foi feita no início do mês, após ser constatado que o envase dessas doses ocorreu em uma fábrica chinesa não inspecionada e aprovada pela agência.
Ao bahia.ba, a Anvisa informou que “não há evidências que indiquem que o potencial incremento de risco associado aos lotes interditados pode causar a morte de pessoas vacinadas”.
“O que existe é a incerteza em relação  às  condições  de fabricação destes lotes da vacina, que foram envasados em instalações não inspecionadas pela Anvisa e que não foram objeto de avaliação da Agência quando da aprovação da Autorização Temporária de Uso Emergencial (AUE) da vacina CoronaVac”, acrescentou a agência por meio de uma nota.
De acordo com informações da Secretaria de Saúde do estado da Bahia (Sesab), dos 42 lotes comprometidos, o Ministério da Saúde já havia distribuído 25 para todo o Brasil, sendo três deles recebidos pela Bahia nos dias 27 de julho e 1º de setembro.
A Bahia recebeu 575.980‬ doses da vacina Sinovac/Coronavac, sendo 571.280 em 1º de setembro e 4.700 em 27 de julho. Os quantitativos referem-se aos lotes 202107101H, 202107102H e L202106038. Deste total, 234.380‬ já tinham sido entregues a 294 municípios.
Ainda de acordo com a Anvisa, a orientação sobre necessidade de nova dose deverá ser emitida pelo Programa Nacional de Imunizações (PNI), do Ministério da Saúde, que é responsável pela avaliação de procedimentos a serem adotados em relação às pessoas vacinadas.
“O monitoramento de eventos adversos das pessoas vacinadas é responsabilidade do importador da vacina e do Programa Nacional de Imunizações (PNI). A Anvisa monitora os dados de notificações de suspeitas de eventos adversos. Dessa forma, qualquer evento notificado será investigado pela Agência. Portanto, a Anvisa orienta fortemente que sempre seja feita a notificação de eventos adversos, caso estes ocorram”, finalizou a Anvisa na nota
Fonte: Bahia.ba

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