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Câmara de Salvador resgata Prêmio Cidadão Voluntário e emociona ao reconhecer força da solidariedade

Bahia

A 7ª edição do Prêmio Cidadão Voluntário da Santa Casa de Misericórdia da Bahia marcou a noite da última quinta-feira (4) de emoção, reconhecimento e celebração da solidariedade em Salvador. Instituída pelo Legislativo municipal, a honraria voltou a ser entregue após 13 anos de interrupção e reuniu nomes que, longe dos holofotes, constroem diariamente pontes sociais e transformam vidas.

Na abertura da cerimônia, o vereador Téo Senna, criador do prêmio em 2005, destacou o simbolismo da retomada. Para ele, a homenagem reafirma o compromisso da cidade com quem trabalha onde o Estado não chega. “Celebramos pessoas que silenciosamente transformam vidas. Cada homenageado representa a força da solidariedade que mantém Salvador viva, humana e esperançosa”, afirmou.

Noite de tributos e histórias inspiradoras

Os homenageados deste ano foram Adenison de Jesus, Gabriel Weber, Heliana Diniz, Isabela Suarez, Joseemison dos Santos (Emo), José Roberto Pinto (Zé Pescador), Miguel Brandão, Paulo Brito, Paulo Cavalcanti e Rosina Bahia. Um vídeo exibido antes da entrega dos troféus apresentou a trajetória de cada um, reforçando a dimensão humana e transformadora do voluntariado.

Foto: Reginaldo Ipê/CMS

Adenison, acompanhado do professor Washington Sampaio, agradeceu à comunidade e relatou o esforço diário para manter o projeto esportivo Arraial-Madri, que afasta jovens da violência e abre portas pelos campos de futebol. Gabriel Weber dividiu a homenagem com voluntários das Obras Sociais Irmã Dulce, destacando que a história de Santa Dulce inspira uma “chama de amor que não pode ser apagada”.

Heliana Diniz descreveu o Instituto de Cegos da Bahia como um “farol que não depende de luz”, onde pessoas com deficiência visual encontram autonomia e acolhimento. Já Isabela Suarez dedicou o reconhecimento às comunidades da Baía de Todos-os-Santos e a empresários que apostam na preservação ambiental aliada ao desenvolvimento sustentável.

Voluntários que transformam comunidades 

Emo, ex-jogador do Bahia, relembrou os títulos conquistados e explicou que, hoje à frente da AGAP-Bahia, trabalha para oferecer apoio social, profissional e emocional a ex-atletas que enfrentam dificuldades. Zé Pescador, por sua vez, narrou a origem de sua consciência social nos saveiros da Baía e destacou a fé como combustível da Pró-Mar, entidade que defende o mar e as comunidades pesqueiras.

Foto: Reginaldo Ipê/CMS

O médico Miguel Brandão ressaltou a força coletiva do voluntariado nas Obras Sociais Irmã Dulce, lembrando mutirões de cirurgiões que transformam espera em atendimento. Paulo Brito, emocionado, descreveu o Lar Amor e Vida como fruto de feridas pessoais que se tornaram missão de acolhimento de idosos em situação de vulnerabilidade.

Paulo Cavalcanti aproveitou a tribuna para defender uma articulação nacional entre entidades, empresas e poder público, propondo um projeto de lei popular para ampliar incentivos fiscais às doações e fortalecer o terceiro setor. Rosina Bahia agradeceu em nome da Liga Álvaro Bahia e do Hospital Martagão Gesteira, reforçando que o voluntariado legitima instituições que dedicam suas vidas ao bem coletivo.

Retomada de uma tradição

Criado em 2005, o prêmio teve suas primeiras edições entre 2006 e 2012. A retomada, segundo Senna, renova a responsabilidade da Câmara com quem “oferece esperança onde o poder público nem sempre alcança”.

Ao encerrar a noite, o vereador confessou estar visivelmente tocado pelas histórias exibidas. “Quando a gente olha essas vidas transformadas pelo voluntariado, o coração se enche de esperança. Este prêmio prova que Salvador tem gente grande, que cuida, que acolhe e que faz o bem sem pedir nada em troca”, disse.

Presenças e momentos especiais

A mesa da cerimônia contou com o vereador Téo Senna, o provedor José Antônio Rodrigues, o superintendente Eduardo Queiroz Junior, Edmilson Machado (Sempre), Sérgio Nogueira Reis, Leonel Almeida Neto e outras autoridades. O plenário também se emocionou com a apresentação musical de Jaqueline Ferreira, colaboradora das Osid, e do músico Jean Santos, que fecharam a noite sob aplausos.

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