Com 23 anos de poder ativo na vida pública entre Dinha e Kátia, sonhos não realizados em Simões Filho são atribuídos ao passado

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Quem acompanha os bastidores da política em Simões Filho, cidade da Região Metropolitana de Salvador (RMS), sabe que, na maioria dos seus discursos, o prefeito Dinha Tolentino (MDB) declara estar realizando serviços que a população almeja há mais de 20 anos.

Sem pestanejar, o alcaide quase sempre ainda associa as demandas atuais do município com a gestão do ex-prefeito Eduardo Alencar (PSD), a quem ele atribui toda a culpa pelos serviços que nunca foram realizados.
O fato curioso desse enredo criado por Dinha é que, ele resolveu passar uma borracha na sua trajetória política e esquecer que há mais de 20 anos ele também atua na vida pública do município, se exaurindo de toda a sua responsabilidade, inclusive quando assumiu a prefeitura, interinamente, entre os anos de 2007 e 2008.
A declaração “há 20 anos atrás” nos leva ao ano de 1999. Pois bem, de lá para cá, somente como vereador Dinha assumiu 2 mandatos consecutivos: de 97 a 2000 e de 2001 a 2004. Já nos anos de 2005 e 2006, assumiu a vice-prefeitura ao lado de Edson Almeida (PT). Na época, Almeida chegou a afirmar que Simões Filho “era cidade de 2 prefeitos” e assim, por uma questão de ingerência administrativa acabou cedendo lugar para Dinha, que assumiu a gestão municipal pelos dois últimos anos do mandato.
Outra analogia envolvendo a história da família Tolentino é relacionada à sua esposa e atual deputada estadual, Kátia Oliveira (MDB). Katia foi vereadora de 2005 a 2008, de 2009 a 2012, de 2013 a 2016 e 2017 a 2018, quando deixou o legislativo Municipal para assumir cadeira na Assembleia legislativa.
Nessa mesma lógica, se levada em consideração a trajetória política do prefeito e da primeira-dama, só aí somam-se 23 anos de vida pública ativa, sem ficar fora do poder. Então, vem alguns questionamentos. Será desespero tentar através dessas declarações enganar o povo? Principalmente aos que não conheceram esse passado político? Ou apenas justificar a própria incompetência?
Se o sofrimento da população dura anos a fio, não adianta culpar um passado com as mesmas figuras inseridas, inclusive da atual gestão. Se estão no poder a tanto tempo, porque só agora estão executando obras, diga-se de passagem, “de péssima qualidade” e ainda assim mantendo o discurso politiqueiro de que a cidade estava abandonada há mais de 20 anos?
Uma coisa é certa: a polução simõesfilhense não é ignorante ao ponto de não ter a capacidade de recorrer à própria memória e voltar ao tempo para relembrar figuras que desde sempre fazem parte da política, mas que se utilizam de velhas desculpas para ludibriar o eleitor e tentar se isentar do caos e do desmando de poder que atualmente a cidade vive.
fonte: Tableiro Baiano 

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