Na manhã desta quarta – feira (13/09), o ex-presidente da Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), o Deputado Estadual Marcelo Nilo (PSL) foi alvo de uma ação da Polícia Federal que cumpriu sete mandatos de busca e apreensão expedidos pelo Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE/BA), com base em representação formulada pela Procuradoria Regional Eleitoral na Bahia (PRE/BA), em procedimento que investiga o crime de falsidade eleitoral, previsto no artigo 350 do Código Eleitoral, envolvendo também a empresa Bahia Pesquisa e Estatística LTDA – Babesp. Entre os endereços, estão a casa do deputado no Horto Florestal, o gabinete dele na Assembleia Legislativa do Estado, casa da irmã de Nilo, na Federação, secretaria da Fazenda, no CAB e também a sede da Embasa, na capital baiana, além da sede da empresa Leiaute Comunicação.
O caso é investigado tanto no Ministério Público Eleitoral quanto na Polícia Federal, que buscam apurar se o deputado Marcelo Nilo prestou informação falsa à Justiça Eleitoral. Segundo o MPE, há indícios de que ele seria o controlador da Babesp e que utilizaria a empresa para contabilização fraudulenta de recursos utilizados de maneira ilegal em campanhas políticas, conhecido “caixa 2”. Além disso, há suspeita de possível manipulação do resultado das pesquisas eleitorais divulgadas pela Bapesb.
“Cerca de 30 policiais federais participaram da ação e dois membros da Procuradoria Regional Eleitoral acompanharam as buscas na Assembleia Legislativa e no endereço residencial do deputado. O nome da operação, “Opinião”, é uma referência à empresa investigada, cujo objeto seria a realização de pesquisas de opinião”, destacam o MPE e a PF.
por Izabelly Nunes

