A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) lançou a Campanha da Fraternidade 2018 com o tema “Fraternidade e Superação da Violência”. Com este mote, e tendo em vista as eleições majoritárias deste ano, a Igreja Católica afirma que não apoiará candidatos que promovam ainda mais violência e preguem soluções que possam acirrar ainda mais conflitos no Brasil.
Durante o evento de lançamento da campanha, em Brasília, o presidente da instituição, cardeal Sérgio da Rocha, afirmou que a Igreja quer candidatos comprometidos com a justiça social e com a paz. Para Rocha, os investimentos em segurança pública precisam ser acompanhados por outros ainda maiores para assegurar a qualidade de vida da população.
O deputado Roberto Britto em entevista ao EBAHIANEWS ressaltou a necessidade de políticas públicas para a formação de professores para promover a cultura da paz nas escolas, O deputado Roberto Britto apoiou a decisão da CNBB de tratar da superação da violência no país em sua campanha anual. “A violência se espalha pelo país e se interioriza, agravada pela crise econômica e social, aumentando o número de mortes e impondo sofrimento a milhares de cidadãos. É um tema que deve ser prioritário para os governos e a sociedade como um todo, que deve se mobilizar para encontrar saídas adequadas para o problema”, afirma.
Para Britto, o crescimento assustador da violência, que atinge principalmente a população mais pobre e negra, demonstram que o assunto deve ser tratado com grande relevância como um fenômeno socioeconômico complexo que exige políticas públicas qualificadas e abrangentes.
O conceito de Cultura de Paz pode fazer com que as pessoas dos mais diversos partidos, das mais variadas classe sociais, de qualquer grupo étnico ou religião, abracem a ideia de superação da violência. “Desse modo será possível contribuir para a transformação de escolas e comunidades que vivenciam situações de violência em espaços de diálogo e de resolução pacífica de conflitos”, defende.
A justiça restaurativa é um novo modelo de realização da justiça recomendada pela Organização das Nações Unidas – Resolução nº 12/2002 – diante da necessidade de uma resposta mais adequada para a resolução dos conflitos em sociedade.
Por Elizeu Ross
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