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Filho de Bolsonaro compara seu pai a Marcola e critica atuação da Justiça

Bahia

O ex-vereador do Rio de Janeiro Carlos Bolsonaro (PL-RJ) voltou a provocar polêmica ao comparar a situação judicial de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), com a de Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola, apontado como principal líder da facção criminosa Primeiro Comando da Capital, o PCC. A declaração foi feita nas redes sociais e gerou forte repercussão no meio político.

Segundo Carlos, a diferença de tratamento dado pela Justiça aos dois casos evidencia, na visão dele, um desequilíbrio nas decisões do Judiciário. A comparação teve como pano de fundo autorizações distintas para a realização de exames médicos, envolvendo o ex-presidente e o chefe da facção criminosa.

Na publicação, Carlos destacou que Marcola foi levado a um hospital no Distrito Federal sob forte esquema de segurança para a realização de exames, enquanto Jair Bolsonaro teve autorização restrita para passar por avaliações médicas apenas nas dependências da Polícia Federal, em Brasília. Para o ex-vereador, o contraste entre os procedimentos não seria casual e faria parte de um contexto político mais amplo.

A manifestação ocorre em meio à pressão da família Bolsonaro e da defesa do ex-presidente para que ele seja transferido da carceragem da Polícia Federal para um hospital do Distrito Federal, sob a alegação de necessidade de acompanhamento médico especializado. Inicialmente, o ministro Alexandre de Moraes autorizou apenas a realização de exames na sede da PF, com o argumento de que seria preciso verificar a real necessidade de deslocamento hospitalar.

A comparação com Marcola elevou o tom do embate político e reacendeu críticas da ala bolsonarista ao Supremo Tribunal Federal e às decisões relacionadas ao ex-presidente. Nas redes, aliados de Bolsonaro reforçaram o discurso de perseguição, enquanto críticos acusaram Carlos Bolsonaro de banalizar a gravidade dos crimes atribuídos ao chefe do PCC ao colocá-lo no mesmo debate que o caso do ex-presidente.

O episódio amplia a tensão entre o bolsonarismo e o Judiciário, em um momento em que cada decisão envolvendo Jair Bolsonaro é explorada politicamente por aliados e adversários, alimentando a polarização que segue marcando o cenário nacional.

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