Compositor falou sobre a falta de uma frente única de “forças progressistas contra o atraso”, afirma que é “Lula Livre” mas não garante voto no PT.
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| Foto: Reprodução/Instagram |
Lenda viva da música popular brasileira e ex-ministro da Cultura no governo Lula (2003-2008), o cantor Gilberto Gil lamentou a falta de união dos partidos de esquerda nas eleições de 2018.
“Sinto um certo pesar de eles todos não estarem juntos num momento como esse […] Eu sinto que mais uma vez não seja possível a união das forças progressistas contra o atraso”, afirmou em entrevista à Folha de S. Paulo.
Eleito vereador de Salvador em 1988 pelo então PMDB, Gil atribuiu a separação dos partidos ao ego “partidário” e “pessoal” dos envolvidos. Quanto à sua própria escolha, o cantor, que lançou recentemente o íntimo álbum “Ok Ok Ok”, ainda não tem uma decisão final.
Defensor do “Lula Livre”, o ex-ministro não garante votar no ex-presidente: “Não necessariamente”. Ele admite ter apreço pela segunda opção do partido, Fernando Haddad. “É um nome interessante. Um homem muito preparado […] assim como acho Ciro”. Outra que balança o coração de Gil é Marina Silva, em quem o baiano já votou em outras duas eleições. Mas, o cenário em 2018 pode o afastar da candidata: “Não havia então uma ameaçadora candidatura ultrarreacionária e retrógrada como há agora”, ressalta.
Em telefonema com a candidata da Rede, Gil respondeu que prefere aguardar para ver quem do “campo progressista” pode ter “mais chances de ir ao segundo turno”, para então, definir o seu voto. “Ela compreendeu”, afirmou.
Fonte: Bahia.ba
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