Tucano perdeu foro privilegiado ao deixar governo estadual.
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| Geraldo Alckmin participa de cerimônia com o presidente Michel Temer – Ailton de Freitas/Agência O Globo/12-03-2018 |
SÃO PAULO – A força-tarefa Lava-Jato em São Paulo solicitou ao Vice-Procurador-Geral da República, Luciano Mariz Maia, o envio do inquérito que investiga o ex-governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), “com a maior brevidade possível”.
Em ofício encaminhado à Procuradoria-Geral da República, os 11 integrantes da força-tarefa paulistana lembram que o tucano renunciou ao cargo de governador de São Paulo na última sexta-feira, para disputar a Presidência da República pelo PSDB. Dessa forma, ele perdeu o foro por prerrogativa de função.
No ofício, o MPF destaca que o envio deve ser realizado “com urgência”, tendo em vista “o andamento avançado de outras apurações correlatas sob nossa responsabilidade.
Mariz Maia representa o Ministério Público no Superior Tribunal de Justiça (STJ), onde tramita inquérito que investiga denúncias de caixa 2 envolvendo o tucano e a Odebrecht. Ele recebeu o documento com o pedido de transferências das investigações nesta segunda-feira.
Depoimentos de colaboradores da empreteira indicaram o repasse de recursos ao político em 2010 e em 2014, a título de contribuição eleitoral. Parte dos valores teriam sido pagos por meio do cunhado de Alckmin, Adhemar César Ribeiro, e de Marcos Monteiro, ex-tesoureiro do PSDB e ex-secretário de Planejamento.
Há cerca de uma semana, O GLOBO perguntou a Alckmin, por meio de sua assessoria, se temia ser alvo, com a perda do foro, de alguma medida cautelar da Justiça de primeira instância, em função das investigações decorrentes da delação da Odebrecht. Na ocasião, o tucano respondeu:
— Não temo qualquer ação ou medida, com foro ou sem foro, porque tenho uma vida limpa e a consciência tranquila para responder por mim.
A força-tarefa Lava-Jato em São Paulo foi reforçada há cerca de dois meses, quando ganhou oito novos postos, passando a ter 11 procuradores à disposição. Eles se dedicam principalmente à apuração de eventos relatados por executivos e ex-executivos da Odebrecht em seus acordos de colaboração premiada.
A força-tarefa de São Paulo é a segunda maior do país, atrás da montada pelo MPF em Curitiba, que conta com 14 integrantes, dos quais três são eventuais.
Fonte: O Globo
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