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Morre aos 49 anos Ricardo Spencer, diretor e cineasta baiano

Bahia

 

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O diretor, roteirista e cineasta baiano Ricardo Spencer faleceu nesta segunda-feira (20), em São Paulo, aos 49 anos. A informação foi confirmada por familiares, que optaram por não divulgar a causa da morte.

Spencer havia se mudado recentemente do Rio de Janeiro para a capital paulista, onde se preparava para dar início às gravações de uma nova série para uma plataforma de streaming. Até o fechamento desta matéria, não havia informações sobre o velório e o sepultamento.

Natural de Salvador, Ricardo Spencer carregava a arte consigo. Ele era neto da icônica atriz e diretora Nilda Spencer, uma das maiores referências do teatro baiano. Criado em um ambiente cultural vibrante, despertou o interesse pelo cinema ainda na infância, frequentando videolocadoras onde começou a moldar seu olhar estético.

Mais tarde, formou-se em Artes e especializou-se em Estética do Cinema pela renomada Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA), nos Estados Unidos.

Antes de consolidar sua carreira na teledramaturgia, Spencer tornou-se um dos nomes mais requisitados da indústria musical brasileira para a direção de videoclipes. Com uma linguagem visual marcante, trabalhou com uma lista diversa de estrelas nacionais e internacionais:

  • Ícones do Rock e Pop: Rita Lee, Pitty e Sandy;
  • Grandes nomes do Rap e MPB: Criolo, Emicida, Liniker e Johnny Hooker;
  • Cenário Internacional: A cantora norueguesa Aurora e a banda de rock norte-americana Sebadoh.

Essa trajetória na música rendeu-lhe diversos prêmios em cerimônias da MTV e do Multishow, consolidando sua assinatura estética no formato de curta duração.

Nos últimos dez anos, o cineasta integrou a equipe de direção da TV Globo, imprimindo sensibilidade e dinamismo em produções de variados gêneros. Entre os seus principais trabalhos na emissora estão as séries Mister Brau, Shippados, Todas as Mulheres do Mundo, Amor e Sorte, Cine Holliúdy e Vermelho Sangue, além de ter feito parte da equipe de direção da novela Segundo Sol, ambientada na Bahia.

O ponto alto de sua aclamação crítica veio com a série “Segunda Chamada”. A produção, que retrata os desafios do ensino noturno para jovens e adultos, foi eleita a Melhor Série do Ano pela Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA) em 2020 e conquistou uma indicação ao International Emmy Awards em 2021, elevando o nome do diretor ao reconhecimento global.

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