Frase da vez
“É preciso ser um realista para descobrir a realidade. É preciso ser um romântico para criá-la”
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| Foto: Elza Fiúza/ Agência Brasil |
Fernando Pessoa, poeta português (1988-1935)
Ou seja, imprevisibilidade plena.
O mundo político mostra certa perplexidade diante de um fenômeno nunca visto no Brasil: no mês em que se abre o prazo para as convenções partidárias, o embate presidencial está rigorosamente como começou, sem líderes absolutos e nem nenhum crescendo expressivamente. Ou seja, imprevisibilidade plena.
Dizem os cientistas políticos que o cenário reflete o desencanto geral com os políticos depois de tantos escândalos no rastro da Lava Jato de todos os lados, independente de matriz ideológica.
Bolsonaro lidera, agora com 18% sem Lula, seguido de Marina (13), Ciro Gomes (8), Alckmin (6) e Álvaro Dias (3), e mais oito candidatos com 2%, o caso de Fernando Haddad, e os demais um.
Óbvio que a configuração dos cenários oficiosa ajuda a ampliar a confusão. Exemplo: Lula está lá num cenário com 33%. Mas se já é tido como líquido e certo que Lula está fora, quem é o candidato que ele vai apoiar?
Ou melhor: quem é que Rui Costa vai apoiar? Nem o próprio sabe. Espera a palavra de ordem de Lula. E o time de Zé Ronaldo, vai ficar com quem? Ninguém sabe também, nem ele.
É um cenário atípico. Até porque, nos dois lados, também pela primeira vez a Bahia, que sempre recebeu a influência federal de forma decisiva, agora se vê os atores federais fazendo força para buscar ajuda dos baianos.
Daí é que a senadora Gleisi Hoffman (SC), presidente nacional do PT, quis forçar o apoio de Rui a Lídice em favor de uma aliança nacional com o PSB. E Alckmin espera crescer na campanha e ter o apoio baiano de ACM Neto e Cia. Nada emplacou até agora.
Aleluia diz que o DEM ainda está indefinido
Ao negar ontem a existência de uma pesquisa feita por DEM, PP, PRB e SD que teria apontado Ciro Gomes como o preferencial, o deputado José Carlos Aleluia, presidente do DEM na Bahia, disse que só soube de tais pesquisas de ‘ouvi dizer’. Só houve uma pesquisa qualitativa feita pelo partido para o consumo interno.
— Pesquisa neste momento só qualitativa, para nos dar algumas dicas. E a que fizemos aponta que no DEM há quem defenda Bolsonaro, Geraldo Alckmin, Álvaro Dias e também Ciro Gomes. No caso de Ciro, eu pondero que devemos avaliar a história dos nossos valores com o que ele fala. E isso não é veto. É análise, até porque a América Latina está convergindo para uma posição distante da bolivariana.
Fonte: Bahia.ba
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