Em passagem por Salvador, candidato do NOVO falou sobre investimentos no Nordeste e criticou a polarização ‘construída pelas pesquisas eleitorais’
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| Foto: Rodrigo Aguiar / Bahia.ba |
Em passagem por Salvador na tarde desta quinta-feira (20), o presidenciável João Amoêdo (NOVO) criticou a “polarização política” pelo qual o País passa, fruto das “pesquisas políticas” que têm apontado para um segundo turno entre Fernando Haddad (PT) e Jair Bolsonaro (PSL).
“Os extremos não trazem bons resultados. Normalmente os bons resultados vêm do equilíbrio, da coerência, da transparência. Estão tentando polarizar a disputa eleitoral, quase transformando o que deveria ser um segundo turno em um primeiro turno. Acho isso muito ruim. A sociedade brasileira está sendo dividida, e nesse tipo de polarização, nós contra eles, acaba não havendo discussão de propostas”, avaliou.
Ao falar sobre suas intenções de governo para diminuir a desigualdade econômica na região Nordeste, Amoêdo defendeu a liberdade econômica como principal vetor para o empreendedorismo em pontos fortes da região.
“O Nordeste tem uma vocação fundamental que é o turismo. Entretanto, toda essa dificuldade de empreender, aliado ao estado crítico da segurança na região, acaba tirando a chance de prosperarmos mais nessa área. Tendo mais liberdade econômica, tendo mais capacitação, certamente vamos conseguir crescer”, afirmou.
Amoêdo preferiu não comentar a capa da The Economist, revista britânica afeita ao liberalismo econômico, que traz publicação sobre Bolsonaro com o título “a última ameaça da América Latina”, mas questionou o candidato do PSL sobre sua agenda econômica.
“Não vou entrar no mérito da questão da Economist, mas na minha visão o Bolsonaro está há 28, 29 anos no Legislativo e eu não consigo ver nenhuma medida que ele tenha feito, nenhuma aprovação de lei ou projeto que tenha melhorado a vida do cidadão brasileiro, e tenho muita dificuldade de saber o que ele pensa pois hoje ele se coloca defensor de uma plataforma liberal. Mas lá atrás ele votou contra o Plano Real, contra o fim do monopólio da Petrobras em alguns setores, contra monopólios de telefonias, então todos os votos dele no passado diferem do que ele prega hoje”, disse.
Fonte: Bahia.ba
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