Pré-candidato conservador à Prefeitura de Salvador, Diego Castro fala em criação de “Zona Franca” municipal para combater o desemprego

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Pré-candidato conservador à Prefeitura de Salvador,  Diego Castro  fala em criação de “Zona Franca” municipal para combater o desemprego. 
 Em entrevista para o  Ancôra News, Diego Castro falou da possibilidade de sua candidatura a prefeitura de Salvador. O jovem advogado de 27 anos revelou também quais são os planos do grupo Bahia Direita para o pleito de 2020 , além de prévias do seu possível plano de governo. Confira a entrevista na íntegra.
– Bom Dia, Diego. Obrigado pela disposição. Qual é a possibilidade do grupo Bahia Direita lançar uma chapa pura para a eleição de Salvador em 2020, como está sendo “ventilado”? 
– Bom dia! Eu que agradeço. Eu diria que as chances são grandes. O nosso maior desafio neste momento é o partido. Inicialmente quando lançamos o nome, iniciamos conversações com três legendas, porém, duas dessas já descartamos por conta do programa partidário. Não estamos preocupados em aparecer, estamos preocupados em ter uma opção à direita presente no debate municipal. E diante da omissão de candidatos no nosso nicho, colocamos o nosso nome a disposição.

– Significa então que vocês estão em conversação com uma legenda? 
Exatamente. Uma dessas apresentou um alinhamento mais conservador em seu ideário e se interessou em ter a nossa candidatura, estamos em diálogo. Contudo, aguardamos como ficará o APB (Aliança Pelo Brasil) e qual será o entendimento do PR Bolsonaro quanto a isso. Caso o partido saia e o presidente indique um outro nome específico, apoiaremos sem resquício de dúvidas.
– Caso se confirme a sua candidatura, o que você teria a apresentar para Salvador? 
Tenho muitas ideias inovadoras. A minha ideia central é trabalhar para diminuir a carga tributária local e transformar Salvador em área de Zona Franca, que consiste numa região delimitada de regime tributário especial mais favorável a iniciativa privada, visando não só estimular, mas também captar maiores investimentos para a cidade. Isso desaguará diretamente na geração de empregos, que é o nosso principal desafio no momento. Como um bom conservador, gosto de analisar os exemplos que deram certo antes de aventurar qualquer prognóstico (risos), e nesse sentido temos o exemplo de Manaus, que gerou um impacto extremamente positivo na sua economia, não só pelo avanço tecnológico, mas também pela capacidade na produção de bens de alto valor agregado e serviços. 

– Você já estudou a viabilidade desse projeto aqui no município? 
Sim, estamos concluíndo o projeto. Mas já posso adiantar que sim, é uma proposta viável. Juridicamente é algo que não depende de um ato unilateral do Prefeito e tampouco da Câmara de Vereadores, mas do legislativo e do executivo federal em razão da competência da matéria. Mas devemos lembrar que vivemos em uma federação e o dever de um gestor municipal visionário não é se limitar as suas competências constitucionais e sim buscar meios eficazes e possíveis para ir além. Utilizarei de nossas boas relações no executivo e no legislativo federal para dar o pontapé inicial e mostrar o interesse e disposição da cidade na proposta. A tarefa inicial é sempre política. Geograficamente tudo conspira favorável a proposta: vivemos numa área industrial e portuária – imagine o subúrbio ferroviário dentro dessa zona, o quão benéfico seria, principalmente visando a mão de obra local? – temos aqui próximo o maior entroncamento viário do Norte – Nordeste que é Feira de Santana e que será impactada no escoamento de mercadorias, as áreas industriais na região metropolitana consequentemente seriam alvo de investimentos em pesquisa por parte das industrias lá instaladas para elevar a qualidade dos produtos e serviços… É algo que tenho certeza que avançará, pois os reflexos desses benefícios atingirão toda a região. Municípios vizinhos serão contemplados, consequentemente os gestores locais se interessariam em unir forças em torno do projeto.
– No tocante as atribuições propriamente ditas de um Prefeito, você já tem alguma prévia? 
Sim. Dentro do que posso adiantar, a ideia é que as principais áreas: saúde e educação sejam geridas por militares. Sei bem do que os valores militares são capazes, em especial, a honestidade e a disciplina, o que nos interessa aqui. Na educação por exemplo, pretendo apresentar um projeto de escolas militares municipais, além de integrar a gestão do esporte nesta pasta e inserir o municipio no programa de alto rendimento das Forças Armadas. Para segurança, embora seja dever do estado, creio que militarizando a guarda municipal ajudaríamos a combater a epidemia de violência local em que vivemos. Para a questão dos alagamentos na cidade, por exemplo, apresentaremos um projeto inovador de monitoramento e escoamento inteligente, de forma que possibilite minar os alagamentos de áreas críticas e levá-los até “piscinões”. Ainda no comento da gestão na área fiscal, o nosso foco serão as pessoas e não a máquina pública e, por isso, não existirá Secretaria da Fazenda, mas sim a Secretaria do Livre Mercado e da Antiburocracia, cuja missão será facilitar a vida de quem investe, contribue e trabalha em Salvador. Apresentaremos um projeto conservador e consequentemente liberal econômico. A nossa grande diferença não será dizer que irá fazer isso ou aquilo, mas mostrar como fazer. E por isso, apresentaremos um cartilha de compromissos para a cidade nos próximos dias.
– Caso a pré-candidatura para Prefeitura não se converta em uma candidatura, você pensa em pleitear uma vaga ao legislativo municipal? 
Não. O pré-candidato a vereador do nosso grupo político se chama Alexandre Moreira. Um amigo de 7 anos de militância no qual acompanhei o seu crescimento, e sei bem das suas qualidades e do seu extremo preparo para assumir uma cadeira no legislativo. Um pleito meu ao legislativo este ano está fora de cogitação.
– Caso os seus projetos venham a se concretizar, você se sente realmente preparado para ser Prefeito da maior capital do Nordeste? 
Claro que sim. Para mim seria será uma missão divina e Deus não me daria nada que eu não pudesse suportar. Para entender de gestão é preciso primeiro entender de pessoas, e eu lido com gestão de pessoas desde os meus 12 anos de idade, quando fundei o meu primeiro projeto social. De lá para cá, fui presidente de grêmio estudantil (o primeiro de direita da Bahia) de um dos maiores colégios de Salvador, coordenei movimentos nacionais e estaduais, fundei e presido uma organização internacional que já foi reconhecida por chefes de estado, e na minha passagem em cargo público fiz um trabalho louvável na pasta do trabalho local. Sou tecnico em edificações e hoje advogado. Acho que tenho experiência e conhecimento de sobra para colocar a disposição de minha cidade.
– E uma última pergunta, quais são suas inspirações políticas? 
Em atividade Bolsonaro e Trump. As que já partiram deste mundo, admiro muito as ideias de Churchill, Margaret Tatcher e Ronald Reagan e D. Pedro II
Por Mariana Sntos