Prédio que desabou em SP era patrimônio histórico; veja o que já se sabe sobre o caso

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Homem está desaparecido; ainda não se tem registro de mortos.
(Foto: reprodução/TV Globo)
O edifício Wilton Paes de Almeida, que desabou após pegar fogo, na região do Lago do Paissandu, no Centro de São Paulo, na madrugada de terça-feira (1º), foi projetado em 1960 e em 1992 foi tombado e passou a ser considerado patrimônio histórico.
O imóvel pertencia à União, mas estava sem uso oficial, por conta disso, acabou sendo ocupado por grupos sem-teto. O edifício já chegou a ser a sede do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e da Polícia Federal.
Em 2015, o edifício chegou a ser colocado para leilão, por R$ 24 milhões, mas não foi vendido. Dois anos depois, segundo o Ministério do Planejamento, foi cedido para a Prefeitura de São Paulo para a instalação da Secretaria de Educação e Cultura da cidade.
Início de tudo
Segundo o Corpo de Bombeiros, o imóvel estava sendo ocupado por 372 pessoas, de 146 famílias, e o fogo começou no 5º andar. De acordo com um morador do local, identificado como Gabriel Arcangelo, em entrevista à Agência O Globo, o incêndio teria sido iniciado após uma briga de casal.
Segundo o homem, o casal estava cozinhando com álcool combustível (etanol), embora fosse proibido. O marido colocava mais líquido na fogueira quando a mulher o empurrou. As roupas dos dois, então, começaram a pegar fogo, eles conseguiram tirar e desceram nus com os filhos pela escada, conta Arcangelo. Os Bombeiros, no entanto, não confirmam a versão. Eles e os peritos trabalham com as hipóteses de explosão após vazamento de gás, curto-circuito ou até mesmo um ato criminoso.
Desaparecidos
Até a manhã desta quarta-feira (02), ainda não havia sido confirmada nenhuma morte ou ferido no incidente. Contudo, um homem, identificado pelo prenome de Ricardo, de cerca de 30 anos, é considerado desaparecido.
Segundo testemunhas, ele vivia no imóvel, mas não estava lá no momento em que o fogo foi iniciado. No entanto, ele voltou ao local para ajudar as vítimas. No momento em que os Bombeiros tentavam resgatá-lo, o prédio desabou. Outros 48 moradores ainda não foram localizados, mas não se tem confirmação se eles realmente estavam no local do acidente.
Abrigo
Alguns moradores que ocupavam o prédio acabaram sendo enviados para abrigos indicados pela prefeitura de São Paulo, no entanto, boa parte das famílias se recusou a ir e reivindicou moradia fixa.
Consequências
Além do prédio que desabou, o incêndio acabou atingindo dois prédios vizinhos e o desabamento atingiu o teto e paredes da Igreja Evangélica Luterana de São Paulo.
Segundo a empresa de transporte da cidade, SPTrans, 24 linhas de ônibus que passam pela região, tiveram os itinerários desviados.

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