Presidente da Petrobras nega que tenha garantido exploração no Amazonas e fala em fake news

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Jean Paul Prates prometeu tomar medidas contra ‘vazamentos’ de ‘desinformação’ e afirmou que colunistas que divulgam sem checar terão mais dificuldades
Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil
Após a coluna de Malu Gaspar noticiar que o presidente da Petrobras, Jean Paul Prates (PT), garantiu aos conselheiros da companhia que a exploração na Foz do Amazonas “vai sair” em até seis meses, ele classificou a informação como falsa e prometeu investigar “vazamentos” de “desinformação”.
“Esta ‘notícia’ (abaixo) NÃO É VERDADEIRA. Um dos problemas sérios que vamos ter que resolver urgentemente é o vazamento de informações e a invenção de notícias falsas atribuídas a ‘fontes do Conselho da Petrobras’”, declarou Prates, nesta quarta-feira (31), por meio das redes sociais.
O presidente da Petrobras classificou a prática como “hábito despreocupado de vazar (sempre para os mesmos colunistas) tudo o que se discute no CA”, afirmou que ela ocorre desde gestões anteriores e disse que atualmente ela está piorada por conta de “desinformação, falsidade ideológica, difamação e quebra de sigilo/distorção intencional de informação privilegiada”.
“Conselheiros serão alertados mais uma vez sobre isso e medidas já estão sendo tomadas para investigar esse tipo de prática”, prometeu Jean Paul Prates, segundo o qual, a partir de agora os colunistas que “se alimentam dessas fontes, e cultivam o hábito de divulgar sem checar, também terão mais dificuldades a partir das medidas que serão tomadas”.
Citando a Lei de Sociedade Anônimas e a Resolução CVM 44, ele destacou que é dever “que administrador de cia aberta (que é como estão classificados os membros do Conselho) guarde sigilo sobre qualquer informação que ainda não tenha sido divulgada para conhecimento do mercado”.
“A Política de Divulgação da Companhia reforça o dever de sigilo dos conselheiros administradores, e complementa vedando expressamente o fornecimento ou comentário na mídia, por qualquer meio de comunicação, inclusive por intermédio da Internet ou de redes sociais, de qualquer Informação Privilegiada que tenham acesso”, ressaltou Prates, lembrando que o descumprimento “atrai a aplicação do sistema de consequências da Alta Administração”.

“Internamente, a quebra do dever de sigilo de informação privilegiada atrai a aplicação do sistema de consequências da Alta Administração”, acrescentou o presidente da Petrobras, segundo o qual estes vazamentos podem configurar ainda “infração grave e passível de sanção por parte da Comissão de Valores Mobiliários” e “crime de insider trading”, com pena de reclusão e multa.