Psicóloga denuncia que está sendo criminalizada por pregar contra a ideologia de gênero e a teoria Queer

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A perseguição a Marisa Logo é tamanha, que seu registro profissional havia sido cassado pelo Conselho Regional de Psicologia do Paraná, mas a Justiça Federal anulou esse processo administrativo e ela volta a trabalhar [Foto: Arquivo da psicóloga]
A psicóloga Marisa Lobo usou a sua rede social no facebook para denunciar, em forma de desabafo, que está sendo acusada de crime pelo fato de pregar contra a ideologia de gênero. A postagem foi feita de Salvador (BA), para onde ela foi de Curitiba (PR) para uma audiência de conciliação. O autor da ação contra ela é um professor da Universidade Federal da Bahia (UFBA).
De acordo com a psicóloga, o professor baiano usou trechos bíblicos que ela citou em uma palestra na Jocum para líderes religiosos de todo Brasil.
“Acusa-me de promover discurso de ódio; pega versículos que citei em minhas falas como 2 Timóteo: 3:4. A ação toda é em cima da pregação/palestra que fiz alertando nossos líderes contra a teoria Queer e a ideologia de gênero. Pegou falas isoladas, fora de contexto para me incriminar e escarnecer da minha fé. Pior, usa no processo a Resolução 199 da psicologia para tentar me punir, mesmo eu tendo deixando claro que estava lá como escritora e missionária”, explicou Marisa Lobo.
Ela disse ainda que está respondendo a três processos ao mesmo tempo. E que sempre usam mesmo que fora de contexto a Resolução do Conselho de psicologia, como se essa resolução fosse uma lei do Código Penal, que a proibisse até de estar entre os seus, da mesma fé.
“Mesmo não tendo este direito constitucional, mesmo assim eles torturam psicologicamente com a ditadura dessa resolução que gera uma violência simbólica e que impede (o cidadão) de ir e vir psicologicamente mesmo não tendo esse poder legal”, denunciou.
Aquela psicóloga afirmou na sua postagem que leu o processo. Porém, está visível a perseguição religiosa:
“Li o processo. E estou assustada com a perseguição religiosa, como podem questionar o que falamos dentro da igreja? Não tem uma única ofensa. Apenas a nossa verdade, para o nosso povo. Estou assustada com a possibilidade de perder está ação. Será um princípio legal de perseguição aos cultos jamais vista. Os dias estão assim, vivemos numa ditadura e sofremos tortura psicológica por sermos cristãos e vivermos com nossos valores, por não aceitarmos a desconstrução da família, da infância, da moral… Estou me sentindo uma Criminosa”, disse Marisa Lobo.
PSICÓLOGA PODE TRABALHAR
Enquanto a psicóloga sofre diante das acusações do professora da Universidade Federal da Bahia, a Justiça Federal anulou processo administrativo do Conselho Regional de Psicologia do Paraná (CRP-PR) que havia cassado a licença profissional dela (Marisa Lobo). O mandado de segurança foi expedido pelo juiz federal Cláudio Roberto da Silva.
O registro da psicóloga havia sido cassado em maio, após a profissional ser acusada de fundamentar suas práticas profissionais em dogmas religiosos, oferecendo “cura gay” aos pacientes quando resoluções internas proíbem “qualquer ação que favoreça a patologização de comportamentos ou práticas homoeróticas”.
Polêmica começou em 2012, quando Marisa foi a uma audiência pública da Câmara Federal para debater tratamento para a homossexualidade. Desde então, ela passou a discutir nas redes sociais sua posição como psicóloga cristã.
Segundo o advogado de defesa de Marisa, Gustavo Kfouri, a decisão mostra que, apesar de os conselhos deterem prerrogativas disciplinares, eles se encontram submetidos aos limites constitucionais. “O Conselho tem limites. Ele não pode impor regras não previstas em lei e cercear as liberdades de expressão e de religião”, afirma.
Por: Gomes Silva