Quilombolas e moradores de assentamento denunciam invasão de terreno no Oeste da Bahia, na antiga Fazenda Passira

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Moradores do quilombo das Pedrinhas, assentados da Estrela do Oeste e dezenas de famílias posseiras da fazenda Passira e Pedra do Reino, localizada na divisas dos municípios Muquém do São Francisco e Barra, antes do povoado de Igarité, no oeste da Bahia, denunciam uma ação arbitrária da Polícia Militar.
Segundo a denúncia, quilombolas, moradores e assentados, foram surpreendidos na última quinta-feira (15), com uma ação de policiais militares fardados, fortemente armados, com fuzis e metralhadora acompanhados de duas máquinas tipo pá carregadeira, invadindo e derrubando a entrada de propriedade privada, sem apresentar qualquer ordem ou decisão judicial.
Vale destacar que essas pessoas composta por quilombolas e posseiros, que na sua maioria são pequenos produtores rurais artesanais, estão há mais de 20 anos no local. Na região é muito comum a existência de graves crimes cometidos pelos chamados “grileiros de terra”, ou seja, a prática de usurpação da terra pública, dando-lhe a aparência de particular.
Ainda segundo a denúncia, durante a ação irregular, foi possível verificar a presença de uma viatura da Polícia Militar da cidade de Irecê, sob o comando à paisana, de um suposto tenente da Polícia Militar, Se apresentado como Tenente Sidnei Gomes da PM de Irecê. Os moradores questionaram a determinação ter sido expedida por um superior hierárquico, do suposto comando em Irecê, sem que fosse apresentado qualquer documento que pudesse convalidar a operação realizada na localidade.
Para agravar a situação, o local que os grileiros invadiram, tendo o apoio da Polícia Militar, possui em parte dela regulamentação expedida pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), denominado Assentamento Estrela do Oeste.
Ainda segundo a denúncia, foi identificado a presença do Sr. Enoche Cavalcante de Souza como sendo parte interessada no processo e que questiona a legalidade da posse das terras.
A denúncia foi encaminhada para a Corregedoria da Polícia Militar da Bahia – PM/BA e para o Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), do Ministério Público do Estado da Bahia, que vai investigar o caso.
Com informações do Ebrasil News

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