Quem acompanhou o início das celebrações da Independência da Bahia em Simões Filho, cidade da Região Metropolitana de Salvador (RMS), na última quinta-feira (01) presenciou uma situação um tanto quanto atípica. Um grupo de artistas da cidade, liderado pelo militante político, Kadu Silva utilizou a cerimônia da passagem do Fogo Simbólico para protestar contra a atual gestão municipal.
Segundo o jovem militante, que também é músico, a prefeitura lançou um edital para a realização de shows musicais em formato de lives, com a participação de alguns artistas locais, mas até o momento (cerca de 6 meses depois) ainda não honrou com o pagamento dos cachês.
Na presença de vereadores, secretários municipais e do próprio prefeito, Dinha Tolentino (MDB), Kadu cobrou um posicionamento, mas foi empurrado por assessores do chefe do Executivo, que saiu sem dar explicações.
Quem mora em Simões Filho sabe que um dos pilares que sustenta a base da atual gestão municipal é a propaganda. Baseada no marketing digital, a gestão da “Boa Terra, Boa Gente” costuma combater as críticas da população sempre com vídeos, ou fotos muito bem montadas e produzidas por agências especializadas. Mas, pelo que consta, a tática desta vez não deu muito certo, sobretudo por se tratar de um grupo seleto de artistas da cidade.
Neste final de semana, a prefeitura lançou um vídeo com a participação de 8 artistas, todos do ramo da música, com depoimentos favoráveis ao festival “Fique em Casa”, justificando que a demora do pagamento dos cachês está dentro dos tramites legais e que, supostamente, a prefeitura estaria oferecendo assistência aos artistas da cidade. Contudo, o fato logo foi desmentido.
Nas redes sociais, alguns artistas criaram memes e piadas criticando a postura do gestor municipal e dos colegas envolvidos na gravação.
“Assistência chegou na mesa? kkkkkk. 250 artistas? Cadê esse povo todo? Porque na lista só tem 48 nomes. Mentira da feia viu. E que enrolação para pagar os poucos artistas que eles abraçaram”, comentou uma profissional ligada à dança.
Outro questionamento da categoria é com relação ao subsídio da Lei Aldir Blanc, disponibilizado pelo Governo Federal. A prefeitura chegou a lançar dois editais, mas acabou não concluindo o processo em tempo hábil e os artistas ficaram sem receber a verba.
Indignados, atores, músicos, dançarinos, artistas plásticos e demais profissionais que até agora não receberam nenhum tipo de apoio da prefeitura, sobretudo neste período de pandemia, prometem se mobilizar ainda nos próximos dias para desmascarar as ações da prefeitura. Aguardem as cenas dos próximos capítulos.
Fonte: Informe Notícias
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