Wagner quer algo maior’, diz cientista político ao analisar sucessão baiana

diversos
Foto: Mateus Soares/ bahia.ba

Em conversa com o bahia.ba, o professor Wilton Cunha refletiu o que poder ter influenciado na saída de Wagner na disputa ao governo da Bahia

O cientista político baiano, professor Wilton Cunha, fez uma análise sobre a sucessão baiana após Jaques Wagner (PT) cancelar sua pré-candidatura ao governo do estado. Em conversa com o bahia.ba, o cientista disse ter sido surpreendido com a decisão, mas acredita que o senador esteja articulando atuação que, segundo ele, são “mais importantes”.
“A saída dele [Jaques Wagner] da disputa para sucessão do governado Rui Costa, pegou a mim e a todo Brasil de surpresa. O nome dele já estava há muito tempo sendo falado pelo PT nas discussões eleitorais dentro da instancia partidária. Existem vários nomes na política, mas o do senador Wagner não é apenas um nome baiano, já é um nome nacional e, por isso, existem várias análises que coloca o porquê da necessidade da retirada do senador da disputa de 2022. Nesse sentido aqui em nossa conversa de hoje, nós vamos tocar nessas variáveis”, explicou.
O senador Jaques Wagner citou a “falta de tesão” como um dos motivos para desistir da sua pré-candidatura ao governo da Bahia.
Questionado sobre possíveis rumores de Wagner sonhar em ser ministro de Lula, caso o pré-candidato à presidência seja eleito, Wilton Cunha ponderou que ele “aguarda uma coisa maior”.
“Estou analisando alguns dados e fazendo projeções nos possíveis cenários da sucessão baiana. Eu acredito que a situação do senador Jaques Wagner, ele quer e aguarda algo com uma importância maior. Ele não não sairia da candidatura de governador para ser “coordenador” da campanha do candidato Lula, simplesmente por ser coordenador, a não ser que essa seja uma condição hiperativa, uma condição única, aí ele teria que sair,mas não é o caso. É algo que vai além disso. Eu acredito que, inclusive, existe uma necessidade de ter um quadro nacional hoje disponível, porque Wagner é um nome nacional. Wagner já foi ventilado várias vezes para ser presidente, por exemplo” pontuou.
Apesar de já ter sido cotado, o cientista descartando a chance de ele ser um substituto de Lula, caso fosse necessário. Ainda de acordo com o professor, a saída de Wagner da candidatura, de forma que preserve a base aliada, seria também uma chance para o senador Otto ser candidato a governador.
Atualmente, três nomes do PT disputam candidatura ao governo. A cabeça de chapa está entre os secretários Jerônimo Rodrigues, da Educação, e Luiz Caetano, de Relações Institucionais, ou a prefeita de Lauro de Freitas, Moema Gramacho.

Fonte: Bahia.ba

from Ebahia News https://ift.tt/DHL7XwN