CGU não encontrou evidências de sobrepreço na compra da vacina indiana Covaxin

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Por Elizeu Rosa
Relatório em fase de finalização vai indicar que a Precisa não ofereceu oficialmente as doses por US$ 10 para depois fechar contrato por US$ 15

Um relatório divulgado pela Controladoria-geral da União (CGU) revela que não foram detectadas evidências de sobrepreço na aquisição da Covaxin, vacina indiana pelo Ministério da Saúde.
De acordo com o parecer preliminar da CGU, a Precisa não teria formalizado oficialmente proposta ao Governo Federal das doses por US$ 10 para depois fechar contrato por US$ 15.
O conjunto probatório da CGU confirma o depoimento da representante da Precisa, Emanuela Medrades, durante depoimento à CPI da Covid-19. Na oportunidade, ela revelou que se tratava apenas de uma intenção, e não uma oferta de fato.
Ainda de acordo com a CGU, foi descartado que o valor final firmado com o Ministério da Saúde tenha sido 1.000% maior do que o anunciado pela Bharat Biotech meses antes, como era investigado pela CPI. Não foram encontradas irregularidades relacionadas especificamente ao valor final.
Mesmo com esses esclarecimentos, a CGU continuará investigando a Precisa. Vale lembrar que a Bharat Biotech divulgou um comunicado rompendo a relação comercial com a empresa brasileira, além de não reconhecer os documentos enviados para o Ministério da Saúde.
A CGU quer saber se houve uma tentativa de fraude por parte da Precisa e, pretende instaurar um “processo administrativo de responsabilização”.

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